Jesus, meu super-herói

postado em: Testemunhos de Fé
18/06

Olá, bom pastor. Antes de contar minha historia de superação gostaria de dizer como admiro seu trabalho de conscientização espiritual que através de seu blogue, espalha a palavra de cristo pelos cantos escuros desse mundo tão cheio de falsos cristãos, católicos, ateus e filhos de satã. Queria dizer o quanto sou grato, pois uma das luzes que me guiou ao caminho de Deus foi este blogue no qual agora conto minha historia de benção.

Bem, pastor. Tudo começou quando terminei meu curso no ensino médio e resolvi cursar a faculdade de história, pois sempre amei a história antiga e os tempos bíblicos; Este, pastor, foi meu primeiro grande erro, pois assim que as aulas começaram me senti deslocado, me via no meio de um rebanho perdido. Eu, e apenas eu, era evangélico em minha turma de faculdade e todos os meus colegas de curso eram terríveis ateus perdidos nesse mundo; se envolviam com drogas, criticavam minha religião e me deixavam de lado, por vários meses minha única companhia era a palavra de Deus que iluminava meu caminho… Mas nesse momento meu de solidão e fragilidade, por estar morando só, longe da minha cidade e conseqüentemente da minha família (e da minha igreja), o demônio veio a me influenciar…

Minha necessidade de me relacionar com as mulheres promíscuas e os homens perdidos de minha sala me fizeram esquecer do que realmente é necessário. Os ensinamentos de Cristo!

Um dia, cheguei mais cedo no campus e me pus a ler os livros da matéria do dia, mas uma coversa irritante na mesa do lado tirava minha concentração: Eram dois dos ateus de minha sala discutindo coisas sem sentido, vomitando nome de ídolos pagãos com tamanha devoçao que naquele momento percebi que estava lidando com satanistas e não ateus. A conversa se seguia assim:

-Mas é logico que Tór venceria um duelo contra o Super-homem! Ele tem poderes do deus do trovão – dizia um deles energico.

-Você está louco, o Super-homem tem super velocidade, Tór nem veria o que iria acerta-lo! – retrucava o outro.

-E Rulque versus Volverine?

-Volverine ganhava, claro, ele tem fator de cura.

-Mas o Rulque é muito mais forte, partiria ele no meio…

A discussão rendeu horas e eu de cabeça baixa ouvia cada um dos argumentos das duas almas perdias, sentindo muita pena daqueles dois e de seus ídolos gregos.

Assim que a discussão se encerrou um deles notou minha presença e como a cobra dando a maçã para Eva, me entregou uma revistinha e disse:

-Natanael? Esse é o seu nome, né? Eu estou na sua classe de Historia Antiga I, percebi que você estava observando aquele Marvete bitolado discutir, não é?

Eu apenas respondi balançando minha cabeça positivamente, sempre olhando para baixo com medo de que ele me passasse mau-olhado. Peguei a revista em minhas mãos e olhei para capa. Era uma revista com desenhos coloridos e interessantes, feitas para seduzirem os jovens; A arte na revista era um subterfúgio para que as obras de Satanás entrassem na minha vida. De fato aquela revista, chamada “Whatchmen” foi escrita por um grande chefe de uma seita satãnica, chamado “Alamur”, essa revista, foi a primeira de muitas que o meu novo “amigo” me emprestou, após ler Whatchmen e seu falso deus o “Dr Manhattan”, li varias outras revistas de personagens com temas pagãos, satanistas e de ubanda…

Havia personagens poucos sutis quanto a sua relação com o capiroto, como o “Batman” e seus chifrez e capa negra, (relaçao obvia a imagem do demonio) e outros piores como Daredevil e “Etrigan” o homem-demônio.

Por meses lia as revistas e me perdia mais e mais, longe da luz divina de nosso Senhor. Eu me tornara mais e mais viciado, afinal de conta estas revistas horríveis são como drogas! Gastava o pouco dinheiro que meu querido pai me mandava para pagar as contas de casa em encadernados caríssimos dos meus personagens e símbolos de adoração. Um dia, após ter fumado maconha junto com meus amigos “DCnaltas” (esse era o nome da seita que havia me afiliado, onde Super-homem e Mulher-maravilha e Batman eram a tríade, nossos maiores ídolos de adoração) próximo à faculdade onde estudava, quando de repente um enorme barra de ferro de 18 polegadas fora atirada violentamente contra a cabeça de um de meus companheiros. Era a gangue rival, os Marvetes, que adoravam ídolos menores de um universo menor, como o Tór(deus pagão nórdico) Volverine(um homem com garras de ferro), e Rulque (um homem que quando possuído pelo demônio ficava verde e com pescoço intrínseco).

A gangue rival estava irada, pois historias corriam que na grande São Paulo, longe de Uberlândia (onde fazia minha faculdade), uma batalha entre gangues locais ocasionou na morte de um dos grandes adoradores de vólverine por um DCnalta portando um extintor de incêndio. Assim os Marvetes de todo Brasil estavam caçando e eliminando grupos de DCnaltas… Meu companheiro estava sangrando no chao enquanto os Marvetes drogados gritavam coisas sem sentido para nós. Eu peguei um tijolo furado que estava próximo ao meio-fio onde estávamos sentados e fui de encontro dos Marvetes que me cercaram enquanto os meus companheiros de Gangue fugiam desesperados.

Em desvantagem fui acometido por uma série de pontapés, dezesseis “telefones”, uma voadeira ninjitsu, três ‘pisão’ e finalizaram com o famoso ‘Alecfu’. Caído no chão, semi-desacordado e sangrando, foi quando senti dentro de mim um calor intenso. Era o divino Espirito Santo que se comunicava comigo, me senti protegido, em sintonia com Jesus, coisa que não sentia desde quando comecei ter meus falsos ídolos. Senti uma vontade enorme de gritar, e assim o fiz. Quando levantei a cabeça vi os Marvetes jogando seus paus e pedras no chão e batendo em retirada. Quando olhei pra cima vi um vulto brilhante voando para os céus em uma roupa vermelha e azul, seus cabelos eram longos e seu rosto era coberto por uma barba. Era ele mesmo, Jesus! Jesus, o filho de Davi havia descido dos céus para salvar essa ovelha desgarrada que vos fala.

Depois daquela fatídica noite, procurei um templo em Uberlândia e voltei a ser um fiel fervoroso de Jesus, consegui trazer outros que como eu haviam cedido aos demônios das revistinhas e hoje em dia abandonei a faculdade por perceber que faculdades são na verdade o antro da ignorância no pais, onde todos estão muito longe da graça de Deus e pretendo agora seguir carreira como pastor para iluminar a vida dos outros HQzeiros perdidos!

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