O pai de santo e o Maverick de Ogum

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Amigos, espero que ouçam meu testemunho e aprendam(com meus erros) quais devem ser os caminhos a serem seguidos para o encontro com Jesus.

Bem, me chamo Roberval Santana, resido na tórrida cidade de Ilhéus, na Bahia.Na década de 70, quando ainda era um jovem, trabalhava na colheita de cacau numa roça do, na época, prefeito. Trabalhava cerca de 8 horas por dia, sete dias por semana. Era remunerado pela pesagem dos caroços de cacau, estes usados para a produção de chocolate. Naquela época o cacau reinava absoluto na economia do sul baiano e devido a sua supervalorização os lucros vinham rapidamente. O que recebia na época era suficiente para sustentar minha família e sobrar alguns trocados para a diversão do final de semana.

Foi nessa época que convivi juntos aos boêmios que, saturados pela monotonia, se reuniam no Bar Vesúvio para conversar, beber e às vezes, encontrar com o “fabuloso” Jorge Amado. Nessa época, eu freqüentava a igreja católica, devido às origens da minha família. Mas,como todos sabem, os católicos têm passagem livre pelos terreiros de candomblé, inclusive, alguns padres daquela época freqüentavam e aliciavam crianças para os sacrifícios.

Como naquela época (eu jovem e inocente), passei a freqüentar aquele ambiente tenebroso.

candomble

Logo nos primeiros dias, o pai de santo Henrico das Almas, sujeito conhecido em Ilhéus devido a força dos seus trabalho satânicos, conversava comigo e se mostrava bastante amável e pacífico. Logo na segunda semana, ganhei uma bicicleta Monark Barra circular vermelha, que segundo ele, serviria para a minha locomoção do trabalho para o terreiro.

Ao final do primeiro mês, a lavoura de cacau que eu trabalhava passou a render o dobro, meu salário cresceu respectivo aos lucros do prefeito. Em pouco mais de seis meses, devido ao lucro exorbitante do meu trabalho, consegui adquirir um Corcel Sedã 1969 da cor vermelha (cor escolhida pelo Henrico). Após essa aquisição minha vida mudou. Eu era um dos únicos trabalhadores da roça a possuir um carro (ainda mais um Corcel que naquela época equivaleria a um Vectra 2.2 hoje), sempre andava com roupas de marca e mulheres, várias mulheres, praticamente uma por noite. Eu era feliz. A cada dia que passava, eu me aproximava mais do terreiro… lá eu me sentia bem, era como se minha alma estivesse presa àquele ambiente.

Enfim,passaram-se 6 anos, meus costumes mudaram, saí da lavoura, aluguei alguns apartamentos que havia adquirido no centro e fui viver na cidade vizinha, Itabuna. Lá era como se eu estivesse na capital, São Paulo. Tinha cinema com pipoca industrializada, refrigerante sabor cola e chiclete tuti-fruti. Esses eram meus novos vícios. Com alguns meses, Henrico me ligou na madrugada pedindo que eu fosse urgentemente a Ilhéus, sua voz estava estranha, era como se algo estivesse o sufocando.

Depois de 40 minutos de viagem, cheguei ao terreiro, me benzi com padre que estava sentado na porta fumando um baseado e entrei. Henrico estava na cama, coberto por três cobertores de lã vermelha. Ele suava frio e tinha espasmos musculares constantes. Perguntei se ele não queria ir para o hospital, ele aceitou. Entramos no meu carro (agora um Maverick Gt V8 de cor azul) e fomos ao hospital, no caminho, ele começou a conversar comigo num tom de despedida.

Ele dizia:

—Roberval, nos últimos meses você parou de freqüentar meu terreiro. Porque você me abandonou?

Respondi prontamente:

—Mas Henrico ,eu não te abandonei, apenas mudei de cidade. Nunca gostei de Ilhéus.

Ele rebateu:

—Nunca gostou? Tudo o que você conquistou foi trabalhado aqui.

E em seguida fez sua tréplica, agora em voz alta e rouca:

—TUDO, EU DISSE TUDO, DA BICLCETA A SUAS CASAS, TUDO ISSO FOI MEU TRABALHO. EU QUE SACRIFIQUEI AS CRIANÇAS, EU QUE FIZ A LAVOURA DE CACAU MELHORAR DAQUELA FORMA.

E bradou:

—EU COMPREI SUA ALMA!

Nesse momento senti com se meu corpo fosse violentamente atirado de um prédio de 20 andares!

—Mas, mas…m…como assim comprou minha alma?

—EU COMPREI SUA ALMA PARA MIM. VOCÊ SEMPRE FOI MEU OBJETO DE DESEJO. E AGORA QUE ESTOU MORRENDO, VOCÊ NÃO SERÁ DE MAIS NINGUEM!

Naquele exato momento,o volante do carro deu um giro e o acelerador travou em 12 mil rotações. Tentei reverter de toda forma, puxei o freio de mão, reduzi a marcha mas nada resolvia. Eu era passageiro do meu próprio carro!

No final da avenida o carro bateu. Estávamos a aproximadamente 140km/h. Quando o carro bateu eu desmaiei. Com cerca de 15 minutos acordei no hospital. Perguntei o que havia acontecido e o enfermeiro pacientemente me explicou:

—Roberval,você perdeu o controle do carro e bateu numa igreja evangélica.

E perguntei:

—E o Henrico? Onde ele está?

Ele respondeu:

—Henrico? Mas não havia mais ninguém no carro. Só você, seus documentos e uma boneca espetada com agulhas repletas de veneno.

Naquele momento senti um calafrio na coluna, tentei levantar mas minhas pernas não se moviam. Naquele momento fiquei exaltado e fui sedado. Depois de algumas horas fui acordado pelo médico e um psicólogo. Eles me explicaram o que aconteceu e me deram a fatídica notícia: Eu estava paraplégico!

Fiquei muito triste e entrei em depressão.

Fui para a casa da minha irmã, em Vitória da Conquista, no sudoeste. Ela era muito atenciosa e amável.

Certa feita, ela me levou para um culto da sua religião. Era um culto evangélico. Nas primeiras vezes eu achava chato e retórico. Com alguns dias voltei ao local do acidente. O templo já estava reconstruído e naquele momento, havia um culto.

Entrei de forma tímida e estacionei minha cadeira de rodas na última fileira. Passado alguns minutos, o Pastor (hoje meu amigo pessoal) Catarino, começou a contar uma história que se assemelhava à minha. No meio do culto ele se aproximou e olhou nos meu olhos e disse:

—Você tem fé!

Naquele momento senti uma agulhada na minha coxa esquerda. Continuei olhando fixamente. A cada segundo sentia como se algo arrebentasse meu cérebro. Comecei a chorar e ele disse:

—Homem, levante-se dessa prisão, essa cadeira de rodas não lhe é mais útil. LEVANTE!

Eu balbuciei um movimento mas não resisti, estava fraco. Ele continuou o culto gritando:

—LEVANTE HOMEM, VOCE É MAIS FORTE QUE ESSA CADEIRA DE RODAS!

Nesse momento levantei de uma só vez. Chorei por horas, estava muito emocionado. Fui de imediato à frente e comecei meu testemunho.

Hoje sou Pastor evangélico, tenho uma esposa e seis filhos. Tudo o que construí foi graças às minhas forças aliadas ao poder Divino. Nunca mais ouvi falar do Henrico, não fiz questão de retornar àquele local amaldiçoado. A lavoura de cacau, hoje, não rende mais nada, foi afetada pelos poderes do capiroto (hoje, os estudiosos chamam de Vassoura-de-bruxa).

Enfim, que esse testemunho de vida sirva de lição para os jovens que estão lendo. Nunca se envolvam com padres, pais-de-santo ou pessoas que lhe ofereçam uma vida fácil. Esperem em Cristo nos templos eganvélicos . SÓ NÓS SEREMOS ABENÇOADOS! FAÇA PARTE DO NOSSO EXÉRCITO DIVINO.

Pastor Roberval Santana.

Possessão Espiritual

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03/07

Aqui em Itajubá a parada é foda, tem muito centro espírita mesa-branca e católico , dos males o menor, pois pelo menos não tem ateu nem nada disso. Mas acho que no comparativo tem mais irmãos, graças a Deus. A turma da minha igreja é muito unida, fazemos encontros de jovens, viagens e a galera nova se reúne todo final de semana na pracinha perto daqui de casa pra bater um futebol amistoso.

Foi no mês passado que se deu o triste ocorrido. Nas peladas não tem nenhum profissional, todos jogam um futebol mediano, uns pernas-de-pau. Ronaldo Candela, um sujeito alto da perna fina, não era lá essas coisas. Ele mandou um bico de botina na pelota e ela vazou por cima do muro do tenebroso Centro-Espírita Casa da Vovó Conga. A turma ficou puta da vida. Eu tentei amenizar e falei pra gente arrumar outra bola que era melhor. Ele disse que tudo bem, ia lá pegar a bola. Eu o alertei, falei que ali era um centro-espírita e que eu nem passava perto daquilo. O povo ávido pra jogar o incentivou, então não pude impedir que pulasse o muro.

Pulou e ficou uns 10 minutos lá do outro lado, começamos a ficar impacientes, alguns gritaram. Nenhuma resposta. Fiquei preocupado. Foi que de repente Ronaldo pula o muro, que devia ter uns 2 metros de altura, num salto só, sem usar as mãos. Vi que tinha algo de errado ali, a turma não reparou, estavam destraídos conversando.

“Até que enfim, Ronaldo! Porque demorou ?” Perguntei.

Ele não respondeu e começou a jogar. Nunca vi ele jogar daquele jeito: fazia firula, dava dribles por debaixo das canetas, drible da vaca, balãozinho, fez um gol de bicicleta, tabelou, não errava um toque e corria sem parar com um arranque incrível. Parecia o Ronaldinho Gaúcho. No final da partida, como era de costume, ficávamos por ali na pracinha papeando até anoitecer. A galera se reuniu lá e foram parabeniza-lo pelas ótimas jogadas, mas ele nem deu bola, pegou suas coisas e saiu sem dar a menor satisfação ou se despedir. Muito estranho.

Nos dias que se passaram reparei que ele parara de freqüentar os cultos às 18 horas, faltou o futebol. Fui ter com o pastor Catarino e falei do ocorrido. Catarino se mostrou bastante preocupado, disse que achava seriamente que ali estava mais um caso de possessão espiritual para ser resolvido. Fomos nós dois à casa de Ronaldo.

Bati palmas, seu filho nos atendeu ao pé da porta.

-”Cadê seu pai ?”

-”Saiu.”

-”E sua mãe ?”

-”Tá cagando.”

Essa resposta me deixou perplexo. Eu e Catarino nos entreolhamos e concluímos que ali claramente não se tratava de um lar cristão. Eu disse ao menino que íamos esperar a senhora por ali e que era pra ele avisá-la.

Esperamos um pouco e ela saiu à porta. Perguntamos do Ronaldo, e ela nos falou o que já suspeitávamos. Disse que ele estava totalmente mudado, e que estava desconfiada de que ele estava bebendo cachaça. Fora isso também suspeitava de traição, porque a vizinha disse que o viu no Vila Nova shopping center de mãos dadas com um garotão forte, de camisa regata, boné Von Dutch, aparentando ter uns 20 anos, e os dois trocavam carícias.

Catarino, bastante confiante, disse à mulher para ficar tranqüila, nós íamos resgatá-lo e trazê-lo de volta ao Cristo-Rei. Saímos dali e demos uma ronda no bairro à procura de bares, antros da perdição. Não foi difícil; Avistamos o cara logo ali, jogando sinuca, com uma garrafa de Pitú na mão.

“Ronaldo, o que significa isso ?”

Ele completamente bêbado, com um bafo de cana fermentada, balbuciou algumas coisas incompreensíveis. O cramunhão falava através dele, creio.

Catarino deu a ordem para tirá-lo dali primeiro. O pegamos pelo braço para arrastá-lo, mas o dono do bar disse pra darmos o fora porque ele não gostava de crente, ia chamar a polícia. Catarino, muito destemido, empunhou sua bíblia de bolso que sempre carregava no bolso da camisa e bradou em nome de Cristo lindas palavras que agora não me recordo.

Candela ao ouvir a passagem da sagrada escritura se contorceu e deitou-se em cima da mesa de sinuca, gritando e proferindo dispautérios. As bolas da mesa todas foram encaçapadas com o movimento frenético que fazia.

Segurei-o e Catarino começou o processo de exorcismo. Quando a bíblia sagrada foi de encontro com a testa de Candela ele soltou um grito ensurdecedor, deixando todos os álcoolatras que ali se encontravam assustados. Deu um pulo e grudou no teto de forro paulistinha, contrariando a lei divina da gravidade. Pastor Catarino bradou: Desce em nome de Jesus! (Fazer exorcismo em bar é mais difícil, já que é um lugar impuro e imundo).

Vendo aquela cena, o dono do bar, ficou boquiaberto. Deve ter sido a primeira vez que viu o Diabo agindo daquela forma. A sessão durou 3 horas, Catarino ficou suado e exausto, Ronaldo desmaiou, mas já estava livre.

Depois desta prova do poder de Deus, todos que estavam ali no bar foram convertidos, inclusive o dono, que em sua loucura disse que odiava evangélicos.

Hoje Ronaldo está curado, conseguiu reatar os laços matrimoniais com sua amada e o bar em questão hoje é um templo de nossa renomada igreja.

Glória.

Josefel Janatas.

A mobilete da Discórdia

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03/07

Dez de sempre quis ter uma mobilete, pedi uma pro meu pai mas ele não tinha condição. Aqui onde moro, Inhumas, tem uma galera mobileteira que se reúne aqui no bairro, perto de um bar e ficam tirando onda com as gatinhas e mostrando as mobis turnadas. Tem mobilete com toca-CD, com alto-falante twister e triaquicial, neon azul, motor de honda biz 125cc, grafitada, e até com suspensão a ar. Pra mim bastava uma simplezona, só pra tirar onda com as gatinha, tá ligado ?

Com muita garra, resolvi começar a trabalhar com o meu pai, na construção civil. Eu fui o quebra-galho do auxiliar dele durante 3 meses. Meu pai é um cara muito bom e justo, ele dá importância ao estudo, mas me disse que aprender uma profissão também é importante e eu só trabalhava 4 horas por dia, às vezes 6. A obra era um barracão no fundo da casa de uma velha, deu pra mim tirar trezentão.

Foi no domingo, fui lá no encontro dos mobileteiros pra ver se achava uma filézona pra eu comprar. Eu tava querendo uma da caloi, que era melhor pra turnar e tirar onda, mas a monark também servia. Monark é mais de trabalhar, tem até um tanque de 5 litros debaixo do banco e é mais robusta. Cheguei lá e conversei com o meu amigo e falei que tava com dinheiro pra comprar uma da caloi. Ele disse que sabia de umas, chamou os caras, só mobilete filé, só que tudo na faixa de 800 reais, fiquei decepcionado, tava por fora dos preços. Falei que só tinha 300, ele disse que sabia de uma nesse preço, me trouxe ela, tava até em bom estado. Era uma caloi 1988 branca e vermelha, com roda palito azul-marinho fosforescente, banco estofado XR, bozina de bicicleta,carburador esportivo, CDI, velocímetro e um óleo 2 Tempos cheio, da bardhal.

Fechei o negócio na hora, paguei e já fui tirar onda, cheguei em casa felizão, mostrei ela pro meu pai. Ele achou que foi um bom negócio. Por uma semana ela foi a paixão da minha vida, ia pra escola, chegava em casa e depois do almoço saia pra dar uns rolé, a mulherada cresceu o olho nessa época rsrsrsrsrsrsrsrs.

mobilete

Era um sexta, eu tava assistindo TV Globinho, Yu Gi Oh quando bateram na porta. Tinha uma viatura lá parada, e o soldado, um tal de Cabo Magno, ele tinha um mandado judicial de busca e apreensão. Fui no bar correndo chamar meu pai, a vizinhança toda saiu na rua pra ver o acontecido. Cabo Magno disse que minha mobilete era roubada, conferiu o número do quadro e disse que o dono tinha feito um boletim de ocorrencia e que eu era receptador. Fomos pra delegacia, eu e meu pai no camburão, sem algema, só pra conversar e preencher a ficha. Contei todo o ocorrido e disse que não sabia da procedência do veículo, meu pai aliviou a minha barra. O capitão disse que ia deixar passar porque meu pai era trabalhador e que eu não agi de má fé.

Chegamos em casa a pé, a situação ficou feia lá, toda a vizinhança fila da puta fuchicando da nossa família, dizendo que eu era um fazedor de fita vida-loka. Nesse dia chorei muito, orei ao Senhor e o questionei porque eu sofrera tudo isso. Dei meu sangue trabalhando pra poder realizar o meu sonho e ele foi tirado de mim da pior forma. Toda minha família foi humilhada, minha mãe e minha irmã nem queria sair na rua de vergonha, mesmo a gente não tendo cometido nenhum crime.

Na graça do Senhor, com muita fé permaneci orando e passei a frequentar mais a igreja. Foi aí que Jesus iluminou minha vida novamente. O bondoso pastor Silas, por coincidência, presenteou a minha irmã com uma mobilete novinha, no aniversário de 14 anos dela. E ele nem sabia do ocorrido!

Hoje ela me empresta de vez em quando pra eu dar umas voltas, sempre com Jesus no coração e com muita responsabilidade. Hoje meu pai também conseguiu comprar uma yamaha RD 135Z, muito bonita.

Quero agradecer ao pastor Silas pelo serviço prestado à nossa comunidade aqui nessa região.

Nilson.

A pescaria da perdição

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Olá a todos, meu nome é Givanildo Félix, moro em Vitória da Conquista – Bahia.

Quando eu estava perdido na vida, me envolvi com caça & pesca, todos os fins de semana ia ao rio Pardo com meu cunhado, Dailson. Neste feriado de abril, 1996, não foi diferente.

rio pesca

Peguei minhas coisas e guardei na minha Chevrolet Marajó bege 1989 1.6 SL: Eram dois colchões, uma barraca verde-limão, um fogão de duas bocas, um botijão de gás meio cheio, um saco aberto de arroz, alho, sal, 4 varas de molinete e duas de bambu, chumbada, um monte de anzol, farinha de trigo, 5 maços de derby azul, 1 litro de domus, 2 garrafas de 51 original, óleo de lata, uma garrucha 22 filombér, maconha, um saco de carvão, 250 gramas de café, 1 bule, açúcar e uma faca de aço inox (tramontina).

Nosso plano era ficar a semana santa inteira. Passei na casa da minha irmã às quatro e meia da manhã pra apanhar o Daílson. Foram 2 horas de viagem, um trecho no asfalto e outro de chão. Chegamos lá e armamos a barraca, sentei na beirada do rio com a vara e a garrucha à tira-colo, caso alguma eventual capivara aparecesse por ali.

Vou confessar, na época não tinha Jesus no coração (era católico), eu ia pro acampamento pra beber. Sou ex-álcoolatra. E como fiquei sabendo depois, álcool atrai entidades pesadas do espiritismo: Estavamos no segundo dia do acampamento, eu acabara de acordar e avistei 3 vultos ao longe, perto de umas árvores, depois sumiram. Não dei bola.

Sentei ao pé do rio, acendi um cigarro e vi, agora claramente. Muita gente não acredita em espíritos silvícolas, mas eles existem, e às vezes tomam formas humanas. Era o Saci, e não só ele, a esposa e o filho também. Todos com aquele gorrinho vermelho e mancos. Ele veio pulando em minha direção e gritando: “Quero fumo! Quero fumo! Quero fumo!”.

Fiquei atemorizado, era uma criatura grotesca, negro, orelha pontuda, olhos em braza. Dei 3 cigarros pra ele, estendeu a mão pra pegar e os três sairam em debandada.

Saí gritando em direção ao carro. Chamei Dailson. Ele estava desmaiado, na barraca. Contei o ocorrido mas ele não acreditou. Arrumamos as nossas coisas e fomos embora. Nessa época fui tido como louco. Minha história virou piada. Foi quando conheci o pastor Roberval Santana, ele foi o único que ouviu com seriedade e me esclareceu, me contou dos espíritos que habitam a floresta e que meu alcoolismo os havia atraído.

Hoje estou salvo; Saí dos braços de Satanás, não sou mais católico. Me converti ao protestantismo, arranquei o adesivo da nossa senhora aparecida de meu carro e há 8 anos não coloco uma gota de álcool na boca.

Givanildo Félix

AIDS (HIV - SIDA)

postado em: Testemunhos de Fé
27/11

AIDSQuando descobrí que tinha AIDS em 1999 meu mundo desabou. Fiquei furioso e decidi que todos ao meu redor deviam sofrer também. Fazia sexo sem proteção com qualquer coisa que respirasse: homens, mulheres, travestis, animais; Jogava sangue deliberadamente em pessoas nas ruas, espalhava agulhas contaminadas em poltronas de cinema, repartições públicas, estádios e igrejas.

Foi aí que conheci um cara chamado Deus. Desde então estou totalmente curado, sou casado e tenho dois filhos; Hoje sou um respeitado pastor na Igreja Internacional.

Só rogo à Deus que conceda perdão a todos que contraíram a doença de mim.

Pastor António Variações