O metaleiro arrependido

postado em: Testemunhos de Fé
28/11

Oi, meu nome é Geison, sou de família evangélica, morámos no interior do estado. Aqui temos pouco pra fazer fora trabalhar; por causa deste tédio e marasmo acabei sendo seduzido por uma perigosa galera, os metaleiros da cidade.

Pra ser aceito no grupo é fácil, mas é um caminho sem volta. Poucos conseguem sair.

black sabbath

O Início

Os metaleiros sempre andam de preto, com as camisetas das bandas que veneram, como Iron Maiden, Mayhem, Pantera, Metallica, Mega Deth, etc. Usam calças jeans rasgadas, cabelos compridos, unhas grandes e pintadas de preto, colares com avatares e símbolos pagãos e toténs indígenas. Fora o vestuário ainda há a ‘atitude metal’: Cuspir no chão, maltratar e desrespeitar os mais velhos, fazer uso de entorpecentes, vandalizar, pichar, agredir homossexuais, rituais umbandas, dentre vários absurdos.

acdcConheci o Chico Tuíta na xerosque onde eu trabalhava. Ele sempre andava com uma camiseta escrito ‘AC/DC’, que quer dizer Anti-Christ / Devil’s Child (Anti-Cristo / Filho do Diabo), banda australiana de adoradores do diabo.Chico se aproximou aos poucos, com aquela conversa fiada; um dia perguntou que tipo de música eu gostava. Respondi: “Gospel”. Ele gargalhou, disse que ia trazer ‘música de verdade’ pra eu ouvir.

Foi o começo da minha perdição. O metal traz um ritmo hipnotizante, com guitarras distorcidas, percurssão umbandística e cabalística, feita para entrar na cabeça dos incautos jovens. Ouvi o CD de Chico apenas uma vez e já foi o bastante para a minha lavagem cerebral.

No fundo do poço

Fiquei totalmente mudado desde então, passei a me encontrar com a turma todos os dias, estava me distanciando cada vez mais de Deus. O ponto de encontro preferido da turma era no cemitério municipal, onde era feito um consumo pesado de drogas e álcool.

No cemitério eles jogavam o famigerado RPG, jogo de encenação de personagens demoníacos, bebiam e fumavam maconha e além disso criticavam os evangélicos nos ‘papos’. Na época eu estava com raiva de minha família, me sentindo revoltado, mas era por falta de Cristo no coração. Numa dessas conversas, Maiquel, o negro, deu uma idéia de jogar furadan (Veneno Mata-Rato) na caixa d’água da igreja. Todos riram e concordaram com a idéia. Nesta hora, Deus tocou meu coração. Ainda mais sabendo que toda minha família freqüentava a tal igreja.

Me levantei e falei que se jogassem alguma coisa na caixa-d’água eu denunciaria pessoalmente à força policial, e que além disso faria um alerta ao pastor Catarino, que presidia os cultos.

Quando falei isso todos se voltaram contra mim, com os olhos vermelhos em braza. Notei então que estavam possessos por entidades de umbanda, como ‘Tranca-Rua’, ‘Pomba-Gira Cigana’, ‘Exu-Caveira’, ‘Chico-Xavier’ e ‘Zé Pelintra’. Onde eu havia me metido, Jesus ?

De volta aos braços de Cristo

Me cercaram e tentaram me linchar e certamente teriam me estuprado também, mas com a graça do Nosso Senhor, consegui fugir e pular o muro. Refleti, orei e chorei muito aquela noite. Não sabia se merecia o perdão. No dia seguinte, cedo, nem fui à Xerosque, fui direto à Igreja e tive uma conversa de horas com pastor Catarino, que me instruiu no caminho do Senhor e me fez aceitar Cristo novamente.

Hoje ainda vejo a famigerada turma metaleira, ainda perdidos e iludidos por aquele ritmo hipnótico e as letras satânicas com mensagens subliminares. Não é fácil sair daí, a minha recuperação foi longa e cheia de dificuldades, mas venci em Cristo, e hoje sou um respeitado obreiro, além de trabalhar como aprendiz de auxiliar de pedreiro. E futuramente, pretendo me tornar engenheiro civil ou até pastor.

Geison

A juventude está perdida

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Tenho 50 anos, morei a vida inteira na roça. Uma vida de poucas oportunidades, muito trabalho; só estudei porque tive garra. Só fui ver televisão a primeira vez com 14 anos na casa de um vizinho.

Graças a Deus consegui dar uma vida bem melhor que a que eu tive pros meus dois filhos. Pois bem, ocorre que ontem foi aniversário de meu único neto, de 6 anos. Meu filho me telefonou e disse que ele queria um aparelho de vídeo gueime, playstatio 3. Perguntou se eu tinha possibilidades de comprar. Respondi que sim. Ele me falou o nome do aparelho e anotei num papel. Fui dar uma volta no camelódromo e se calhasse já compraria, achei o bendito (ou maldito?) lá por R$ 45,00 reais.

Ontem na festa, na hora de entregar o presente, falei pro meu neto que o que ele queria tava lá. Ele ficou elétrico, queria abrir na hora, mas falei pra ele esperar o “parabéns pra você”. Foi a maior comoção, porém quando ele abriu o embrulho já mudou a cara e fez choro. Me chamou de um nome que eu não ousaria chamar nem meu pior inimigo. Isso me causou o maior constrangimento no meio daquela parentada toda. Lembrei nesta hora das palavras do pastor, que o diabo incorpora nas pessoas e age através delas. Era isso! Meu neto estava possesso. Dei exatamente o que ele queria, estava tudo perfeito e ele armou um escândalo, chorava e se retorcia.

Não sei qual é a utilidade dessa porcaria a não ser enfeiticar as nossas crianças, atrapalhá-las nos estudos. A educação e os bons costumes ficaram de lado. Se fosse filho meu ia levar uns tapas.

Fiquei muito triste com tudo isso, até peguei o aparelho de volta. Disse que ele não merecia. Agora não sei se dôo pra alguma creche ou se toco fogo.

Maldito playstatio 3!

funstation

A Ira Divina

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

carecaMeu nome é Agnaldo Chioquetta, tenho 41 anos. Moro em Porto Alegre, no bem estruturado bairro da Restinga.

Meu relato é uma história de superação e fé. Passei por maus bocados. Eu trabalhava na Procergs, pegava o ônibus todos os dias cedo, e lá no ponto se encontrava uma galerinha maligna. Eram uns estudantes que pegavam um outro ônibus, mas no mesmo ponto.

Eu sempre fui um sujeito pacífico e boa-praça, não sou de ficar nervoso. Acontece que um belo dia, um integrante desta infernal gangue brincou comigo e me chamou de careca. Achei engraçadinha a brincadeira e sorri. A pior coisa que eu poderia ter feito foi dar liberdade à esta garotada. Em pouco tempo me tornei alvo de xingões e brincadeirinhas de mal-gosto. Todo dia cedo eu era recebido no ponto com piadas, e até canções em minha homenagem: “O carequinha não faz xixi na cama…” “Aeroporto de mosquito, capacete espacial, só tem cabelo na nuca e também nas lateral…”, etc. Alguns mais audazes davam tapinhas na minha cabeça.

Eu fazia a alegria dessa galera. Chegava no ponto e já diziam: “Olha, lá vem o careca…”, “Atenção, passageiros, estamos nos aproximando do aerorporto…”, “Chegou o cabeça de Rôla”, “Lâmpada de 200 Watts”, “Bola 9 na caçapa”, etc. Eu sempre sorria, mas por dentro me remoía de raiva, ficava envergonhado na frente dos outros adultos que por ali estavam.

O escárnio chegou a tal ponto que quando eu acordava cedo ficava com medo de ir para o trabalho porque sabia que ia ter que aturar a criançada. Se houvesse outros pontos de ônibus nas proximidades eu trocaria, mas o outro ponto ficava a mais de 2km dali.

Como sou um homem apegado a Deus, evangélico desde que nasci, procurei a solução nas escrituras sagradas, a bíblia.

Agora vejam, irmãos, como a bíblia tem a resposta pra tudo. Lendo alguns trechos encontrei justamente uma passagem que resumia todos os meus problemas:

REIS 2. 23
23 Então subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo!
24 E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do SENHOR; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.

Me senti reconfortado sabendo que o profeta Eliseu sofrera o mesmo tipo de zombaria que eu. Agora eu sabia que Deus estava do meu lado e repudiava este tipo de atitude.

Orei bastante, com muita fé. Pedi ao Senhor que enviasse uma punição para estes malfeitores. Esta vilania não podia se consumar novamente. Queria minha honra de volta.

Acordei um dia cedo, com bastante confiança, tomei banho, penteei meu cabelo (o pouco que me restava) e parti para a minha jornada. Quem mora em Porto Alegre deve se lembrar, em 1998 houve um acidente automobilístico que vitimou 4 crianças. Foram justamente as crianças que me perturbavam. O ônibus perdeu o controle e invadiu o ponto. Quando vi a cena ri-me e regozijei-me com toda a glória.

Neste dia soube que o Senhor habitava aquele lugar.

Agnaldo Chioquetta – Analista de Sistemas.

Porto Alegre – RS.

RPG's - Alerta aos pais

postado em: Artigos
03/07

dungeons n dragons

O RPG (Role Playing Game – traduzido como “jogo de interpretação de Personagens”), é um sistema de jogo criado em 1974. Nele o jogador “encarna” na pele do personagem e vive uma aventura. Estas aventuras são todas histórias que envolvem ’seres das trevas’, ‘demônios’, ‘iconografias pagãs’, ‘temas sexuais e adultos’.

Então você pai, que deixa seu filho jogar este tipo de jogo, está dando a alma de seu filho de bandeja para o ‘Coisa-Ruim’. Se sua família faz uso deste tipo de material, tome providências.

Digo isto por experiência própria:
Quando meu filho me pediu um vídeo gueime playstation, na época eu era leigo no assunto, mal sabia do que se tratava aquele aparelho eletrônico. No seu aniversário lhe presenteei com o tal aparato. Ele era um rapaz alegre, ia à igreja, jogava bola. Depois que ele se envolveu com rpg’s ficou totalmente mudado.

Um dia lhe flagrei com um jogo chamado ‘Diablo’, que é Diabo literalmente em espanhol. Quando vi aquilo não me contive e atirei o aparelho pela janela e gritei do fundo dos pulmões:

– Saia desta casa, Satanás! Ela não lhe pertence. Deixe meu filho em paz!

Mas meu filho já estava possesso pelos espíritos malignos. No momento ele não compreendeu e chorou, tentou me explicar que era só um jogo. Mas percebi que não era ele falando, o Diabo jogava palavras em sua boca para me ludibriar.

Neste dia confisquei todos os seus jogos, anotei os nomes e comecei a pesquisa na internet para averigüar à que tipo de material meu filho estava exposto. Fiz uma análise de vários jogos de RPG. Vejam, irmãos:

Final Fantasy (Fantasia Final)

Jogo interminável, existem mais de 20 jogos da série. Final Fantasy 1,2,3,4… até o 20. Fazem isto para prender seu filho na frente do vídeo game/computador. Esta abominação foi criada por japoneses não cristãos com o único intuito de levar sua criança à uma viagem num mundo de fantasias onde não há DEUS, as pessoas utilizam magia negra e invocam demônios e entidades do umbanda para benefício próprio (summons).

Dungeons n’ Dragons (Caverna do Dragão)

Jogo e Série ambientados no inferno. Nele você combate demônios e os toma como amigos também. Uma bobagem sem fim.

Diablo (Cramunhão)

Com este nome, nem preciso falar nada.

Gurps

Jogo onde há um ‘MESTRE’, clara referência à Lúcifer. Nele o ‘MESTRE’ comanda os outros jogadores. Vários livros têm temáticas umbandísticas.

RPG’s e As Drogas

RPG e drogas andam de braços dados. A coisa mais comum é encontrar jogadores de rpg em cemitérios à noite, jogando RPG’s de tabuleiro e consumindo entorpecentes. Existem também as lan-houses, ponto de encontros desta racinha imunda.

Este tema é bastante delicado. Lá pelo ano de 1999, 2000, as famigeradas lan houses começaram a tomar conta das cidades. São estabelecimentos comerciais especializados em jogos e internet. A idéia inicial das lan houses era até boa: Permitir que um cidadão sem acesso à grande rede pudesse passar a utilizá-la em troca de erário. Mas o que de fato aconteceu foi uma abominação de Deus:

As lan houses viraram ponto de encontro de jovens para jogar RPG’s e fazer distribuição de drogas. Se alguém de sua família passa mais de 1 hora por dia em lan houses, há grande chance de ela ser usuária de drogas. As crianças são facilmente seduzidas por aqueles jogos coloridos, RPG’s on-line (Os piores), e as más companhias que lá habitam. A Lan House é a própria materialização do inferno na terra.

RPG’s On-Line

Os RPG’s On-Line (MMORPG’s), são jogos feitos para se jogar somente pela internet. Estes são os jogos mais viciantes. Meu filho se envolveu com o famigerado MU-Online, o terror dos pais. Ele passava mais de 5 horas na lan house preso. Esta fase foi muito dolorida pra mim, pois eu não conseguia convencê-lo de que aquilo era a obra do Satanás para derrubar a nossa família. A lan house é o primeiro passo para o uso de drogas. A ‘turminha’ que lá freqüentava fazia uso pesado de entorpecentes, e empurraram estas merdas (desculpe o linguajar, mas não consigo achar outra palavra que defina tão bem) para meu querido filho.

Quando descobri isto, dei queixa ao delegado da cidade e ele lacrou a lan house. Os que usavam a lan-house pra pesquisas na Internet sofreram injustamente por causa dos crápulas ‘RPGzistas’, como são conhecidos.

Quero deixar registrado este alerta, para que isto não aconteça também na sua família.

A paz.

Pastor Silas

Salvação VS Tentação

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Olá, meu nome é Silas. Sou pastor da Igreja Internacional há 15 anos, sou muito respeitado por toda a comunidade evangélica e sou um dos mais conceituados da região. Sempre mantive minha vida muito regrada e minha fé elevada no nosso Senhor Jesus Cristo. Desde sempre levando uma conduta limpa, íntegra, no caminho de Deus. Sou casado e tenho dois filhos, Amélia e Maiquel. Vivia feliz, até que Deus colocou uma enorme barreira em minha vida para testar a minha fé.

Foram há uns anos atrás que a conheci. Após o término do culto, eu arrumei minhas coisas, já ia indo embora. Tava abrindo meu Toyota Corolla e ela apareceu me puxando pelo braço:

- Oi, pastor. Meu nome é Leidiane, eu sou uma serva de Jesus, venho todos os dias na igreja.

Percebi que ela só queria puxar assunto, na época ela devia ter uns 13 anos. Como ela era jovem lhe falei do encontro de jovens que teria lá em casa no domingo. Todo mês, eu fazia um churrasco em minha casa e convidava os jovens para um encontro. Após a refeição faziamos um pequeno culto, e algumas orações. Era muito bom, porque assim meu filho se socializava. Ele tinha problemas de relacionamento, o que não vem ao caso agora.

Dito e feito: domingo ela apareceu lá em casa. Minha esposa e eu preparávamos a refeição, carne assada, vinagrete, suco e refrigerante evangélico. A criançada se divertia na piscina e Leidiane foi trajada com um biquíni mínimo, muito provocante para a idade. Isso chamou a minha atenção mas tentei manter a discrição.

Na piscina Leidiane ensaiva poses e saltos acrobáticos, quando subia na borda fazia questão de ficar de quatro, gestos insinuantes, uma coisa bem sensual. Pensei comigo mesmo que aquilo era normal na pré-adolescência e imaginei que ela estava se fazendo de saliente para os rapagotes que lá estavam.

De tardezinha rezamos o culto. Fiquei de levar alguns rapazes e meninas no meu Corolla prata completo. A Leidiane me perguntou se eu podia levá-la em casa. Respondi que sim. Levei todos, ela ficou por último, e perguntou se podia se sentar no banco da frente. Questionei sobre a localização de sua casa. Ela me disse que morava no bairro Jardim Cabral. Achei estranho, pois já tinha passado lá. Chegamos em sua casa, e ela começou com aquela conversa estranha:

- Pastor, eu nunca gostei de nenhum rapaz de minha idade.

Com bastante candura eu lhe respondi que isso era normal naquela idade. E ela então fez a revelação.

- Pastor Silas, na verdade, eu gosto é de você.

Após falar isso, meu coração acelerou e ela colocou a mão em meu colo acariciando minhas partes. Neste momento fiquei sem reação, e pra piorar, sou homem e não pude conter uma incômoda ereção. Leidiane notando isto, abriu meu fechecler e fez sexo oral. Não resisti e ejaculei em sua boca.

- Menina, o quê você fez? – Perguntei bastante desconcertado.

- Você não queria, pastor?

Falei pra ela ir embora, eu tinha que ir pra casa.

Quando cheguei minha esposa notou meu nervosísmo, não consegui esconder; E me perguntou se tinha acontecido alguma coisa. Tão logo desconversei, disse que não era nada, fui para meu quarto. Entrei no banheiro e desabei em prantos. Sabia que havia cometido um pecado imperdoável.

Depois, rezei bastante, para voltar para o caminho do Senhor. Na segunda-feira, vi a garota lá na porta. Cumprimentei-a como se nada tivesse acontecido e dei início ao culto. Tudo normal. Novamente na hora de ir embora ela apareceu na porta de meu carro, perguntou se eu podia dar carona. Falei pra ela que tudo bem, daria carona, mas que nada daquilo iria acontecer novamente. No caminho de sua casa ela começou a se insinuar, chupar o dedo, a se tocar, dizer obscenidades. Pediu pra parar o carro. Disse que queria que eu fizesse amor com ela. Novamente fui tomado pela luxúria, o diabo se apossou de mim, e mantive relações sexuais com a Leidiane pela primeira vez.

Isto só foi o começo, o início de um grande vício que durou mais de seis meses. Um dia cheguei em casa e vi que minha esposa estava chorando. Perguntei o que era. E ela disse que tinha ouvido boatos de que eu estava tendo relações com uma garota bem mais nova. Na hora neguei, disse que tinha que dar uma volta para refletir naquilo que ela falara. Peguei meu celular e liguei pra Leidiane. A gente fazia tudo com total sigilo, era impossível saberem de nosso caso.

Perguntei para ela se ela havia contado o nosso segredo e ela disse que sim, mas só para algumas amigas. Esbravejei no telefone e desliguei. Aconteceu aquela velha história: Uma amiga contra pra outra, e a outra contra pra outra amiga, assim por diante. Agora eu estava com minha imagem abalada, e pra piorar, na semana seguinte recebi uma bomba. Leidiane, teve a frieza de me dizer que estava grávida por uma mensagem SMS de celular. O mesmo celular que eu lhe dera de presente, um motorola V3 Black.

Terror e desespero se apossaram de meu ser. Meus atos me levaram para o buraco. Até pensei em por fim a minha vida naquele instante.

Fui até a casa de Leidiane mas ela não estava. Saiu com uns amigos na motinha Jog que eu também havia lhe dado. O desespero era muito grande, eu estava totalmente afastado de Deus. Comprei uma garrafa de whisky no supermercado, entrei no carro e a bebi inteirinha. Era Black Label.

Totalmente embriagado liguei para meu melhor amigo, Salatiel, que também era pastor. Ele notou meu estado de desespero somado ao álcool e disse pra eu não sair no carro, ele ia até lá. Ele chegou rápido, entrou no carro, me abraçou. Contei toda a história pra ele. Ele disse pra eu ter calma, me deu um refrigerante, disse que tudo ia ficar bem. Fizemos uma oração muito braba, e nesse instante roguei a Deus que me devolvesse tudo que Satanás me retirou.

Uma luz caiu sobre mim ! Deus me iluminou, recuperei a fé. Pude pensar com clareza e toda solução me foi dada. No dia seguinte, fui no colégio buscar a Leidiane e a levei numa clínica da capital pra tirar esta suposta gravidez à limpo. Realmente ela estava grávida. Mas isso não me assustou, Deus já tinha me passado todos os passos. Liguei para Salatiel e falei que ela estava sim esperando um filho meu. Ele me indicou uma clínica de aborto de extrema confiança, de um doutor japonês. Fomos lá, conversamos, expliquei que a gravidez ainda estava na fase de semanas. O doutor me disse que neste caso nem era necessária uma intervenção, apenas um remédio resolveria e Leidiane faria o aborto espontâneo em algumas horas. Por apenas 500 reais ele me resolveu esse problemão. Ali mesmo na clínica ela abortou no vaso sanitário. Depois da descarga minha consciência ficou tranqüila novamente e pude respirar aliviado.

No caminho de volta para a cidade eu falei pra Leidiane que minha esposa já estava desconfiada, e que era tudo por causa das fofoquinhas com as amigas. Leidiane se deitava comigo sobretudo para alimentar sua vaidade, ou seja, era só para contar para as amigas que namorava com o pastor. Parei o carro numa estrada de chão próxima à rodovia. Falei para ela descer. Encostei ela contra o carro e falei em alto e bom som:

- Se você contar que dormiu comigo, ou qualquer coisa da clínica de aborto, eu mato você, seu pai, sua mãe, toda sua família. Eu sou pastor, ninguém vai acreditar que fui eu.

Em seguida lhe dei um tapa com tamanha força que escorreram lágrimas de seus olhos.

Hoje em dia, graças ao bom Jesus, me libertei desta garota. Ela já tem 20 anos, saiu da igreja e se envolveu com uns rapazes. Casou-se e agora é dona de casa. Vive na miséria, andando de bicicleta pra cima e pra baixo. Sempre que a vejo, passo dando risada dentro do meu carro.

Agora só quero cuidar de meus filhos e de minha querida esposa.

Quero que essa história sirva de lição para todas as pessoas que perderam a fé em algum momento de suas vidas. Nunca percam a confiança no Senhor. Ele é o único e verdadeiro salvador.

A paz.

Pastor Silas.