Acreditei na Astrologia
Pastor Silas, porque Deus coloca algumas pessoas para nascerem desprovidas de riqueza? Eu por exemplo tive a infelicidade de nascer em lar espírita. Éramos ricos financeiramente mas paupérrimos na parte do espírito.
Cresci segundo a doutrina espírita. Não acreditava em Jesus Cristo, desprezava as regras da boa moral e costumes, fazia o que bem entendia e vivia sem os valores cristãos em minha vida. Por isso me envolvi com as pessoas mais nefastas, os esotéricos.
Eu era enganada constantemente por oportunistas, ciganos, leitores de mãos, leitores de cartas, leitores de borra de café, ciganos, médiuns, pais-de-santo, professores de ioga, acupunturistas, vendedores de Herbalife, cogumelo do sol e terapeutas holísticos. Eu era uma completa idiota, andava pra cima e pra baixo com uma camiseta com um símbolo de um demônio indiano, o OHM.
Perdia horas e horas lendo textos xerocados por amigos. Na maioria eram textos espíritas e/ou mesa branca. Depois de certo ponto todos aqueles textos sobre Vedas, Hinduísmo e Budismo já não eram suficientes pra mim. Todas aquelas histórias fantasiosas já não me saciavam. No fundo do poço me expus ao ridículo e passei a crer até mesmo em astrologia. Eu, uma moça formada e que me achava inteligente, lia o horóscopo todos os dias e achava que os astros de certa forma regiam a minha vida. Parece até piada, mas eu acreditava mesmo nisso.
Perdi vários namorados porque o meu ascendente em touro não batia com o signo deles. Meu mapa astral era constantemente revisado, pra ficar sempre em dia com o movimento dos planetas.
Tamanha a minha ignorância que gastava meu suado dinheiro tirando fotos da aura da aura, terapias corporais, tântricas, reiki, auriculopuntura, cromoterapia, regressões da vida passada e vários workshops ministrados por enganadores que se diziam pessoas iluminadas.
Comecei a consumir muitas drogas, principalmente o chá do santo dayme. Saia da realidade e ia ter com o seres mitológicos no fantástico mundo de Nárnia
Na estante de minha casa livros sobre a vida de Ghandi, Ioga, Krishnamurti, Paulo Coelho, Twilight e a coleção completa de Harry Potter.
Apesar de não ter Cristo em minha vida tudo corria sem problemas, até que meu pai, que me sustentava, faleceu. Fiquei perdida, sem rumo.
Uma ex-amiga esotérica me deu um conselho, disse-me para ir ao centro-espírita tentar me comunicar com meu genitor através de psicografia, a escrita dos mortos.
Achei um centro espírita kardecista de nome 'Casa da cadela preta do Kimbanda'. Levei de oferenda uma garrafa de Pitú e dois maços do cigarro Derby Azul. A mãe de santo, Vovó Conga d'Angola, psicografou uma carta num guardanapo que seguia assim:
"Querida filha, a parada é a seguinte: Antes de você nascer nossa família era evangélica e ungida em Cristo, mas infelizmente na época não estávamos preparados para lhe receber. A grana como servente de pedreiro era curta, fora isso eu estava atolado em dívidas de jogos (bilhar e carteado).
Não tive outra alternativa senão vender a honra e a alma de nossa família em troca de sucesso financeiro. Viajei até Uberaba e fiz um trato com Chico Xavier.
Vendi a minha alma e me converti ao espiritismo. Quero te alertar, pois estou arrependido. Caí no conto do vigário, aqui faz mais calor que Teresina, no Piauí. Além disso é cheio de católicos e testemunhas de Jeová.
Todas as entidades da astrologia que você venera tão fervorosamente moram na vizinhança e estão lhe aguardandos ansiosamente. Todos os signos.
Quero te alertar para que você mude de conduta: entregue sua vida à Cristo ou então nos veremos MUITO em breve.
Atenciosamente
Josefino,
Inferno, 10/04/2002."
Não consegui acreditar no que eu havia lido. Era a grafia do meu pai, sua assinatura e até mesmo sua sólida estrutura textual. Eu, que nunca havia conhecido a palavra de Cristo, puxei o charuto da boca da mãe de santo e o lancei sobre um monte de palha, fazendo uma forte chama se levantar e espalhar-se por todo o terreiro.
Os espíritas se agitaram e puseram-se em debandada. Eu, que não sou boba, pus me a correr e pulei o muro num salto só. Corri sem olhar pra trás, logo me cansei. Parei para respirar, com as mãos apoiadas nos joelhos. Após me recompor, me descurvei e notei em minha frente um letreiro brilhante em neon azul que lia: 'IGREJA INTERNACIONAL - A SALVAÇAO PELA FÉ'. Num ímpeto entrei e eis-me aqui hoje: Casada, cinco filhos, uma chácara, três casas de aluguel e dois carros na garagem.
Agradeço ao pastor Roberval e Silas por todo trabalho feito em minha vida.
Hoje minha vida é consagrada em Cristo-Rei e regida, não pelos astros, mas pelo altíssimo.
Glória a Deus!


