O Bezerro de Ouro

postado em: Testemunhos de Fé
22/09

Pastor, moro em Itabuna, Bahia. Sou crente do reteté, e tenho um apego muito forte em Cristo. Minha família é dividida, metade católicos e metade evangélicos. Final de semana viajei com dois primos católicos e descobri que um deles é homossexual.

Agora nestas férias, como de costume, viajamos para à fazenda de meu avô, que cultiva a famosa Jaca-exportação, o principal pólo de produção da região. A demanda é enorme.

Pegamos a rodovia e estava um engarrafamento lascado, cheio de caminhões e carreta carregados jacas indo em direção Itabuna - Ilhéus.

Com o trânsito lento fui conversando com meus primos. O Ivo sempre foi muito introspectivo e calado. Ele é a ovelha negra da família, um tanto quanto afeminado, na infância brincava com bonecas barbies junto com nossa prima, Gerondina.

Sempre desconfiávamos que ele era um peroba, um homossexual na gíria baiana.

O assunto no carro era música. Falávamos sobre as melhores bandas de Rock Gospel, Axé Gospel e o fim da Oficina G3, nossa ex-banda-favorita. Ao ser questionado sobre sua predileção musical Ivo respondeu que gostava de Lady Gaga, Britney Spears, Fresno, Kelly Key e Latino. Após proferir tamanho dispautério um silêncio constrangedor tomou conta do espaçoso Uno Mille.

Pra quebrar o gelo o Adelmo mudou de assunto começou a falar das gatinhas da cidade. Eu disse que entraria no sorteio de casais e tava torcendo pra tirar a Marcikelly, afinal de contas, ela era filha do pastor, não só possuia uma beleza rara como também uma fé inabalável. Seus cabelos eram os mais longos de todas as integrantes da nossa pentecostal, sinal de fertilidade e feminilidade entre os evangélicos.

Ivo completou com uma piada completamente desnecessária e preconceituosa. Disse que quando Marcikelly sentava no vaso sanitário o cabelo pegava na água, e se puxasse a descarga a cabeça se inclinaria com a vasão da água.

Esta observação preconceituosa e descabida só me deixou mais desconfiado do seu homossexualismo latente. Ele, do nossa família, era o menos apegado em Cristo.

Pois bem, ao chegar na fazenda eu e Adelmo cumprimentamos nosso avô, que mesmo sendo católico ainda o considero como parte da minha família, pois ele é muito bondoso e justo. Ele é um grande dono de terras, antigo coronel e político.

O catolicismo de meu avô é devido às raízes da família, muito antigas. Na época a Igreja Católica obrigavam os à seguir a religião com diversas ameaças, até de morte. Já com idade avançada e sofrendo de alzheimer ele não tem mais olhos pra enxergar o erro que cometeu na escolha da religião. Não era incomum meu avô colocar a botina na geladeira ou esquecer o nome dos entes próximos. Por isso eu nunca tentei convertê-lo à única e verdadeira fé.

Após nos receber fomos nos divertir. Os três juntos. De tarde andamos à cavalo, passeamos pela fazenda, comemos umas cinco jacas madurinhas diretamente do pé. Depois fomos pra sede tomar banho e ter com o restante de nossa família.

À noitinha exaustos fomos dormir, mas Adelmo nos acordou de madrugada dizendo que tinha algo que ele queria nos mostrar.

Descemos sorrateiramente ao curral onde os bezerros pequenos ficavam apartados de suas mães-vacas. Adelmo, católico, selecionou um bezerro mais novo e o amarrou pelo pescoço com uma corda trançada de polyester.

Ligou o rádio do vaqueiro. Tocava a música 'Risque', de Ary Barroso. Embalado pela música foi tomado pela luxúria e tirou seu pênis pra fora e o bezerro começou a sugá-lo como se fosse uma teta de vaca. Esta prática de lascívia não me surpreendeu, pois sempre convivi com católicos da família e isto era uma prática comum entre eles, era também uma coisa cultural de Itabuna. Todavia eu jamais tomaria lugar nesta abominação. Fiquei somente observando ao lado de Ivo, que se mostrou bastante interessado: não desgrudava o olho.

Aquela cena só me deu um pouco de asco, mas não disse nada. Afinal, devemos respeitar as outras religiões, até mesmo a católica. Ficamos assistindo aquela cena por uns dez minutos; Quando finalmente Adelmo terminou o serviço. Porém ficou lá preso, o bezerro não soltava seu órgão por nada. Isto lhe causou um certo desconforto, dava pra notar pela sua expressão, que mostrava uma mistura de dor e prazer. Ele então pegou uma barra de ferro de marcação de gado com as iniciais P.A.F. e aplicou um golpe raso e seco na cabeça do animal, que o soltou de imediato.

"Vem, sua vez, Ivo." Convidou Adelmo.

Ivo ficou relutante, com uma cara de dúvida.

"Pode vir, Ivo. É uma delícia!" - Insistiu.

"Tá bom então, mas se você me der uma cacetada dessas na cabeça eu te mato."

Neste instante nossa dúvida cessou. Ficou claro que diante de nós estava um sodomita de marca maior.

Pastor, não sei se conto para meu tio ou se tento levá-lo à uma igreja cristã. Pois eu não considero a igreja católica verdadeiramente cristã. Eles sequer seguem o ensinamento de Cristo, bebem, fumam maconha e até adoram imagens de santos. Todos sabemos que Moisés quebrou o bezerro de ouro e repudiava os iconoclastas imundos.

Meu primo além de adorador de imagens é também um homossexual, mas estou disposto à ajudá-lo a sair das trevas. Não só ele como toda a parte da minha família católica. Mas no momento quero começar por ele, que é a parte mais prejudicada por esta instituição que tanto agride à sociedade cristã.

Como salvar a sua alma?

Amigo, quero começar citando um trecho da bíblia:

I Coríntios 15:33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.

Ao se lançar num bólido com dois integrantes católicos você manchou sua cristandade.

Quanto ao seu primo Ivo, não vai adiantar nada tentar curá-lo da homossexualidade, esta doença que tanto assola os jovens nos dias presentes.

Meu conselho é que corte relações com seu lado da família católico. É a melhor coisa à fazer. Logo eles vão perceber que o lado evangélico prospera, tem melhore posses, carros melhores. E vao pensar: Deus, porque os protestantes são mais abastados, têm dinheiro, apartamento, carros importados e vivem envoltos de felicidade?

E logo eles irão compreender que sem Cristo não se prospera. De duas uma, ou a inveja os corroerá ou se darão por vencido e ingressarão na nossa Igreja.

Após a conversão, aí sim, seu primo será curado do homossexualismo, e você não precisará mover um dedo, pois o milagre será realizado por Jesus de Nazaré!

A paz.

Pastor Silas.

Acreditei na Astrologia

postado em: Testemunhos de Fé
21/09

astrologiaPastor Silas, porque Deus coloca algumas pessoas para nascerem desprovidas de riqueza? Eu por exemplo tive a infelicidade de nascer em lar espírita. Éramos ricos financeiramente mas paupérrimos na parte do espírito.

Cresci segundo a doutrina espírita. Não acreditava em Jesus Cristo, desprezava as regras da boa moral e costumes, fazia o que bem entendia e vivia sem os valores cristãos em minha vida. Por isso me envolvi com as pessoas mais nefastas, os esotéricos.

Eu era enganada constantemente por oportunistas, ciganos, leitores de mãos, leitores de cartas, leitores de borra de café, ciganos, médiuns, pais-de-santo, professores de ioga, acupunturistas, vendedores de Herbalife, cogumelo do sol e terapeutas holísticos. Eu era uma completa idiota, andava pra cima e pra baixo com uma camiseta com um símbolo de um demônio indiano, o OHM.

Perdia horas e horas lendo textos xerocados por amigos. Na maioria eram textos espíritas e/ou mesa branca. Depois de certo ponto todos aqueles textos sobre Vedas, Hinduísmo e Budismo já não eram suficientes pra mim. Todas aquelas histórias fantasiosas já não me saciavam. No fundo do poço me expus ao ridículo e passei a crer até mesmo em astrologia. Eu, uma moça formada e que me achava inteligente, lia o horóscopo todos os dias e achava que os astros de certa forma regiam a minha vida. Parece até piada, mas eu acreditava mesmo nisso.

Perdi vários namorados porque o meu ascendente em touro não batia com o signo deles. Meu mapa astral era constantemente revisado, pra ficar sempre em dia com o movimento dos planetas.

Tamanha a minha ignorância que gastava meu suado dinheiro tirando fotos da aura da aura, terapias corporais, tântricas, reiki, auriculopuntura, cromoterapia, regressões da vida passada e vários workshops ministrados por enganadores que se diziam pessoas iluminadas.

Comecei a consumir muitas drogas, principalmente o chá do santo dayme. Saia da realidade e ia ter com o seres mitológicos no fantástico mundo de Nárnia

Na estante de minha casa livros sobre a vida de Ghandi, Ioga, Krishnamurti, Paulo Coelho, Twilight e a coleção completa de Harry Potter.

Apesar de não ter Cristo em minha vida tudo corria sem problemas, até que meu pai, que me sustentava, faleceu. Fiquei perdida, sem rumo.

Uma ex-amiga esotérica me deu um conselho, disse-me para ir ao centro-espírita tentar me comunicar com meu genitor através de psicografia, a escrita dos mortos.

Achei um centro espírita kardecista de nome 'Casa da cadela preta do Kimbanda'. Levei de oferenda uma garrafa de Pitú e dois maços do cigarro Derby Azul. A mãe de santo, Vovó Conga d'Angola, psicografou uma carta num guardanapo que seguia assim:

"Querida filha, a parada é a seguinte: Antes de você nascer nossa família era evangélica e ungida em Cristo, mas infelizmente na época não estávamos preparados para lhe receber. A grana como servente de pedreiro era curta, fora isso eu estava atolado em dívidas de jogos (bilhar e carteado).

Não tive outra alternativa senão vender a honra e a alma de nossa família em troca de sucesso financeiro. Viajei até Uberaba e fiz um trato com Chico Xavier.

Vendi a minha alma e me converti ao espiritismo. Quero te alertar, pois estou arrependido. Caí no conto do vigário, aqui faz mais calor que Teresina, no Piauí. Além disso é cheio de católicos e testemunhas de Jeová.

Todas as entidades da astrologia que você venera tão fervorosamente moram na vizinhança e estão lhe aguardandos ansiosamente. Todos os signos.

Quero te alertar para que você mude de conduta: entregue sua vida à Cristo ou então nos veremos MUITO em breve.

Atenciosamente

Josefino,

Inferno, 10/04/2002."

Não consegui acreditar no que eu havia lido. Era a grafia do meu pai, sua assinatura e até mesmo sua sólida estrutura textual. Eu, que nunca havia conhecido a palavra de Cristo, puxei o charuto da boca da mãe de santo e o lancei sobre um monte de palha, fazendo uma forte chama se levantar e espalhar-se por todo o terreiro.

Os espíritas se agitaram e puseram-se em debandada. Eu, que não sou boba, pus me a correr e pulei o muro num salto só. Corri sem olhar pra trás, logo me cansei. Parei para respirar, com as mãos apoiadas nos joelhos. Após me recompor, me descurvei e notei em minha frente um letreiro brilhante em neon azul que lia: 'IGREJA INTERNACIONAL - A SALVAÇAO PELA FÉ'. Num ímpeto entrei e eis-me aqui hoje: Casada, cinco filhos, uma chácara, três casas de aluguel e dois carros na garagem.

Agradeço ao pastor Roberval e Silas por todo trabalho feito em minha vida.

Hoje minha vida é consagrada em Cristo-Rei e regida, não pelos astros, mas pelo altíssimo.

Glória a Deus!

Viagem Astral

postado em: Testemunhos de Fé
20/09

Meu nome é Rita de Cássia, tenho 24 anos, moro em São Paulo, capital.

Minha família é espírita, eu sempre fui interessada em assuntos esotéricos, participava de sessões de incorporação, lia Krishnamurti, Paulo Coelho, Indira Gandhi, fazia o jogo do copo e até cheguei ao cúmulo de praticar Yoga, uma arte marcial indiana.

No alto da minha cegueira espiritual acreditava em reencarnação, espiritismo, candomblé e imagem de santos. Perambulava pelas ruas nas madrugadas procurando saciar meu vício, o crack, foi quando, inadvertidamente, encontrei um folheto impresso em preto e branco, numa folha de papel reciclado preso à um poste de iluminação pública, dizendo o seguinte: "Pai Sabino; faço regressão . Veja suas vidas passadas, presentes e futuras agora mesmo! Dividimos em até 3X sem juros no cartão ou boleto bancário."

Fiquei imaginando, o que será que eu tinha sido na vida passada? Uma faraotiza, um general romano, uma princesa -guerreira, um franco atirador russo na segunda-guerra?

Fiz uma "visita" à casa de minha avó e fiz o "limpa" numas jóias, que penhorei logo em seguida para poder pagar a minha sessão de regressão com o pai Sabino.

Cheguei ao escritório do Pai Sabino, ele, com seus setenta e poucos anos, calvo e sem os dentes, se assemalhava muito ao senador Paulo Duque. Na sua mesa de pau brazil, estavam dispostos santinhos em estilo barroco, um punhal cerimonial, uma pata de bode que usava de peso de papel, uma cobra naja em conserva num pote e uma coruja taxidérmica.

viagem astralMe deitei no divã, fui submetida à infusão de fumaça. Pai Sabino iniciava o tratamento enrolando um haxixe mui apertado, com folhas prensadas de primeira qualidade, classe A. e saí de meu corpo pela primeira vez. Me senti muito leve e flutuava no ar, pai Sabino me guiou até minha vida passada. Me vi como lutador de telecatch, consumido pelo álcoolismo e endividado sofria uma vida austera. Fui morto pelo lutador Ted Boy Marino, que quebrou meu pescoço com o golpe 'tesoura'.

Depois desta sessão passei a "sair do corpo" todas as noites.

Numa destas viagens astrais estava andando pela minha casa e vi um garoto com trajes diferentes, um boné vermelho, calça Jeans azul e uma mochila nas costas.

Ele me disse que seu nome era Ash, que ele trabalhava no plano espiritual capturando criaturas e me chamou para ajudá-lo. Devido a minha ideologia, não pensei duas vezes, passei a segui-lo.

Logo cedo, cercamos um animal que se assemelhava à um rato, era amarelo e desferia raios elétricos. Depois de uma peleja Ash atirou uma arapuca esférica espiritual cravada com as iniciais. Conseguiu pegá-lo de primeira pois fez uso de uma arapuca 'master'.

Todos os dias não via a hora de ir dormir e passei a tomar medicamentos pesados pra ficar mais tempo no mundo astral. Cheguei a tomar até quatro comprimidos de barbitúricos por noite.

Esse meu vício em capturar estas criaturas destruiu minha vida, fui despedida da Rodoviária onde trabalhava como supervisora de serviços gerais, por chegar atrasada, ia mal nos estudos e perdi muitos amigos. Ao contar as minhas aventuras eles achavam que eu estava louca, zombavam de minha cara e faziam piadas como:”E aí, Rita, capturou muitos pokémons hoje?"

Humilhada, tomei a decisão de parar de sair do corpo, mas eu não conseguia. Dormia de bruço, mas mesmo assim meu espírito saia pelas costas, tomei banho de arruda com sal grosso, consultei o pai de santo do meu centro espírita, mas nada adiantava.

Larguei os estudos, fui demitida da rodoviária e passei a ser pedinte. Todas as doações eram revertidas para sustentar meu vício.

No auge, às vezes, conseguia encarnar nesse mundo fantástico acordada. Meu companheiro, pokémon Entei, conversava comigo e sempre me acalmava nos momentos difíceis, dizendo:" Tá tudo bem agora".

Certa feita, depois de beber o sopão da prefeitura, vi o Ash do outro lado da Avenida Paulista, acenando para meu grupo. Percebi que ele estava correndo perigo, vi a equipe Rocket (sua arquiinimiga) escondida sorrateiramente atrás de uma fonte d’água, provavelmente, articulando o roubo do seu bem mais precioso, o Pikachu.

Prontamente, dei um salto que estimo ter batido o recorde da Mauren Maggi nos jogos olímpicos de Pequim, atravessando a primeira via, encurralada pelos carros, parti em direção contrária ao trânsito, sendo atropelada por um ônibus coletivo. Mesmo com uma fratura exposta na perna e algumas escoriações pelo corpo, continuei minha missão de salvar o Ash, e ,quando consegui alcançá-lo, desmaiei. Acordei no hospital.

Ao contar a história da equipe Rocket fui encaminhada à ala psiquiátrica. Me diagnosticaram erroneamente como portadora de uma branda esquizofrenia, psicose e transtorno compulsivo obsessivo.

Minha sorte foi ter dividido o leito com o pastor Ezequiel, que na época estava fazendo uma remoção da vesícula. Relatei à ele todas minhas aventuras e ele explicou que monstrinhos de bolso não existiam, eram na verdade demônios, coisa do espiritismo. Depois disso me encheu com palavras belas e sublimes e finalmente me converteu ao protestantismo.

Hoje sou uma respeitada pastora na Igreja Internacional e tenho o dom da vidência, tenho contato direto com o Espírito Santo, que me passa as últimas fitas que andam acontecendo na vida das pessoas.

Venham me consultar.

Pastora Rita de Cássia

Ex-Guei convertido

postado em: Testemunhos de Fé
09/07

Olá pastor Silas, quero dizer que A-D-O-R-O seu blog e que amo todos os relatos, não perco nenhunzinho!

Bom, moro na grande São Paulo e trabalho com webdesign e com marketing. Tudo começou num dia normal de trabalho, na época eu heterossexual, acordei, passei meus creminhos anti-acne, escovei os dentes, passei flúor, coloquei um Fresno pra rolar no som e fui tomar banho pra me preparar pro trabalho.

No meio do banho meu telefone, um nokia n95, toca. Era o Nassaíldes, meu melhor amigo. Ele disse:

- Alexander, passa longe da Av. Paulista, tá tendo a parada gay hoje, tá impossível! Tentei atravessar agora e não deu. Tô passado!

- Afe! Não acredito! Odeio essa gente! Atrapalhando o trânsito. Como faço agora? Tenho que fazer plantão hoje.

- Melhor ir à pé, hein.

Na época eu era solteiro, e muito vaidoso. Como ia passar pelo meio do povão, levei minha necessaire com meus perfuminhos, meu batom de cacau, etc. Apesar de ter 28 anos nunca tive namorada, por isso sempre andava bem arrumado para encantar as mulheres. Coloquei minha camisa regata, meu boné da von dutche, meu óculos da Oakley e meu tênis puma e fui para o serviço.

NOSSA! Chegando na paulista uma coisa de louco, um movimento que Deus me livre. Comecei a atravessar, e como não era apegado em Deus, saí de mim, fiquei louco. Não me lembro de absolutamente nada que se passou. Acordei em casa, com três rapazes musculosos e nus na minha cama. Uma ressaca fortíssima.

sao paulinos

Tomei meu café, um pão francês com manteiga aviação, patê e bolacha com geléia de framboesa e sorvete Hagen Das. Depois de me recuperar um pouco acordei os três rapazes sorridentes. Pedi educadamente pra sairem, eles me agradeceram (pelo quê eu não sei) e foram embora.

Liguei pro Nassaíldes e contei tudo. Ele ficou chocado com tudo aquilo, se propôs a me ajudar mas como tinha ido assistir à um jogo no Morumbi me indicou um pastor da Igreja dele, um dos mais conceituados: Pastor Osvaldo.

Fiquei com o número do pastor guardado na minha carteira por um bom tempo. Acabei até me esquecendo.

Nesta época fiquei muito mudado, passei a frequentar boates GLS e assistir todas as novelas da Globo. Durante um check-up descobri que tinha AIDS. Fiquei abismado e me lembrei do telefone do pastor Osvaldo. Liguei e marquei uma consulta em seu escritório.

Lá contei todo o acontecido. Ele me explicou que peguei AIDS ao fazer a travessia da avenida Paulista e a entidade HIV adentrou dentro de mim e que era ele que me fazia agir assim. Minha única salvação era o batismo no Espírito Santo, não hesitei adentrei na piscina sagrada.

Minha vida mudou desde então, me curei e hoje sou casado, tenho três filhos e parei de usar piercings e roupas de grife.

Wando, o bárbaro

postado em: Testemunhos de Fé
26/11

conan Meu nome é Wando, moro em Bauru, tenho 13 anos. Ano passado me envolvi com revistas em quadrinhos e desenhos animados. Era um fã aficcionado de Conan. Ia ao sebo do baú comprar as revistas antigas da Marvel, que na minha opinião, eram as melhores.

Depois que chegava do colégio eu ia direto pro meu quarto e ficava lendo aquelas histórias fantasiosas de um jovem bárbaro que na era Hiboriana saqueava, matava e roubava. Um beberrão que gostava de espada, vinho, e mulheres.

Eu achava aquilo máximo, estudava os mapas da Hibórea, os deuses, os povos que habitavam aquele reino que datava de 10.000 anos antes da era glacial. Será que existiu mesmo a era Hiboriana? Será que existiu um guerreiro Cimério que não temia seus inimigos e tomava o que queria para si? Tinha as mulheres que desejava e era mestre com a espada?

Bem, enquanto eu lia aquilo me imaginava como um guerreiro saqueador, queimando vilas, estuprando as mais lindas mulheres loiras, ruivas, morenas. Tomando os tesouros e reinos para mim e sendo venerado como soberano. Usando minha reluzente armadura e meu elmo com chifres. Humilhando sob minhas sandálias raider os frágeis reinos da terra. Ao meu lado, minha rainha, a Sonja Vermelha.

Nesta época que eu lia Conan eu não frequentava à Igreja, e passei a cultuar os deuses pagãos dos quadrinhos. Sempre antes de uma prova eu rogava à Crom que eu pudesse tirar uma nota boa.

Eu vivia num mundo alheio, tudo girava em torno das histórias fantasiosas criadas por Edward Howard. E isto foi a minha perdição:

Foi numa quarta-feira, eu ia ao Sebo tentar achar algumas novas revistas. Poucas quadras antes de chegar ao local fui abordado por um cigano, com dentes de ouros e uma roupa característica, bandana na cabeça e um punhal cravejado de brilhantes em sua bainha.

- Meu jovem, você já pensou se pudesse se tornar invisível?

- Invísivel?

Sim, eu já havia cogitado esta possibilidade. Numa das aventuras de Conan o mago Thulsa Doom ficara invisível, isto dificultou muito a sua batalha. Mas no fim ele conseguiu derrotá-lo.
Lendo aquilo me imaginei invisível. Com certeza eu iria ao shopping center e pegaria pra mim um playstation 3, ou no McDonalds, inventaria um sanduíche novo com 3 hamburgeres, molho cheddar mcmelt, sem piccles e com ovo frito. Tomaria refrigerante e sorvete direto da máquina, colocando minha boca embaixo do registro. E depois faria uma visita particular à minha vizinha Marcela e a observaria tomando banho.

- Sim, invisível. - Respondeu o cigano.

- Isso existe mesmo?

- Claro que existe, é magia cigana. Você usa uma peça de roupa que o torna invisível aos olhos de qualquer um.

- Mas como funciona isso?

- Olha amigo, eu só vou vender isto pra você, porque vi que você é um cara legal e inteligente. É uma cueca cigana. Ao utilizá-la você fica invisível.

- Mas quanto é?

- Quanto você tem aí?

- Tenho 10 reais que minha mãe me deu pra comprar revistas.

- É, isso não vai dar, mas pego esse seu boné da von dutche também.

Negócio fechado, ele me deu a cueca para experimentar, era da marca Zorba. Coloquei lá no meio da rua mesmo, avenida Rodrigues Alves. O cigano chamou sua esposa e falou pra ela: Tá vendo aquele menino ali, Marileuza? Ela respondeu negativamente, disse que não via ninguém. Chamou os amigos ciganos dele e ninguém me notou.

- Por Crom! Funciona mesmo!

Fui ao Sebo, só com a cueca das invisibilidades. Entrei lá e peguei uma sacolada de revistas e saí sem pagar. O dono ficou olhando, mas ele deve ter estranhado as revistas se mexendo sozinhas. Rumei para o Bauru Shopping.

Entrei lá com minha sacolas de revista e fui direto pra loja Hard&Soft pegar meu playstation 3, mandei a mão na porta, já peguei a caixa e fui saíndo. Caminhava tranquilo com a caixa quando ouvi a gritaria atrás de mim: "Pega! Pega!"

Eram seguranças e o dono da loja. Fiquei assustado, joguei tudo no chão e saí correndo.

Fui apanhado e levado à uma sala secreta do shopping, a polícia foi acionada e chamaram meus pais pra me buscar. Todos estavam me vendo, só ali de cuecas, sentado na cadeira. Será que o feitiço acabara?

Meus pais ao chegarem e ouvirem a história ficaram muito desapontados, minha mãe chorou. Ao chegarmos em casa levei uma surra que nunca mais esqueci.

Meu pai perguntou olhando nos meus olhos. Filho, o que você quer da vida?

- Esmagar meus inimigos e ouvir o lamento das suas mulheres!

Meu pai balançou a cabeça negativamente e disse pra minha mãe: Precisamos colocar este menino em alguma religião.

No dia seguinte fui matriculado no colégio evangélico da Igreja Internacional, lá finalmente fui disciplinado no evangelho e parei de acreditar nestas histórias inventadas e agora descobri uma revistinha muito melhor, a Bíblia Sagrada, e leio histórias que são atestadas pelas escrituras, como Daniel na cova dos leões, Davi e Golias, Salomão e Sansão e Dalila.

Wando.