A pescaria da perdição

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Olá a todos, meu nome é Givanildo Félix, moro em Vitória da Conquista – Bahia.

Quando eu estava perdido na vida, me envolvi com caça & pesca, todos os fins de semana ia ao rio Pardo com meu cunhado, Dailson. Neste feriado de abril, 1996, não foi diferente.

rio pesca

Peguei minhas coisas e guardei na minha Chevrolet Marajó bege 1989 1.6 SL: Eram dois colchões, uma barraca verde-limão, um fogão de duas bocas, um botijão de gás meio cheio, um saco aberto de arroz, alho, sal, 4 varas de molinete e duas de bambu, chumbada, um monte de anzol, farinha de trigo, 5 maços de derby azul, 1 litro de domus, 2 garrafas de 51 original, óleo de lata, uma garrucha 22 filombér, maconha, um saco de carvão, 250 gramas de café, 1 bule, açúcar e uma faca de aço inox (tramontina).

Nosso plano era ficar a semana santa inteira. Passei na casa da minha irmã às quatro e meia da manhã pra apanhar o Daílson. Foram 2 horas de viagem, um trecho no asfalto e outro de chão. Chegamos lá e armamos a barraca, sentei na beirada do rio com a vara e a garrucha à tira-colo, caso alguma eventual capivara aparecesse por ali.

Vou confessar, na época não tinha Jesus no coração (era católico), eu ia pro acampamento pra beber. Sou ex-álcoolatra. E como fiquei sabendo depois, álcool atrai entidades pesadas do espiritismo: Estavamos no segundo dia do acampamento, eu acabara de acordar e avistei 3 vultos ao longe, perto de umas árvores, depois sumiram. Não dei bola.

Sentei ao pé do rio, acendi um cigarro e vi, agora claramente. Muita gente não acredita em espíritos silvícolas, mas eles existem, e às vezes tomam formas humanas. Era o Saci, e não só ele, a esposa e o filho também. Todos com aquele gorrinho vermelho e mancos. Ele veio pulando em minha direção e gritando: “Quero fumo! Quero fumo! Quero fumo!”.

Fiquei atemorizado, era uma criatura grotesca, negro, orelha pontuda, olhos em braza. Dei 3 cigarros pra ele, estendeu a mão pra pegar e os três sairam em debandada.

Saí gritando em direção ao carro. Chamei Dailson. Ele estava desmaiado, na barraca. Contei o ocorrido mas ele não acreditou. Arrumamos as nossas coisas e fomos embora. Nessa época fui tido como louco. Minha história virou piada. Foi quando conheci o pastor Roberval Santana, ele foi o único que ouviu com seriedade e me esclareceu, me contou dos espíritos que habitam a floresta e que meu alcoolismo os havia atraído.

Hoje estou salvo; Saí dos braços de Satanás, não sou mais católico. Me converti ao protestantismo, arranquei o adesivo da nossa senhora aparecida de meu carro e há 8 anos não coloco uma gota de álcool na boca.

Givanildo Félix

AIDS (HIV - SIDA)

postado em: Testemunhos de Fé
27/11

AIDSQuando descobrí que tinha AIDS em 1999 meu mundo desabou. Fiquei furioso e decidi que todos ao meu redor deviam sofrer também. Fazia sexo sem proteção com qualquer coisa que respirasse: homens, mulheres, travestis, animais; Jogava sangue deliberadamente em pessoas nas ruas, espalhava agulhas contaminadas em poltronas de cinema, repartições públicas, estádios e igrejas.

Foi aí que conheci um cara chamado Deus. Desde então estou totalmente curado, sou casado e tenho dois filhos; Hoje sou um respeitado pastor na Igreja Internacional.

Só rogo à Deus que conceda perdão a todos que contraíram a doença de mim.

Pastor António Variações

Xbox Amarrado

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

xbox 3rlMeu nome é Eduardo Araújo, sou do Ceará. Tenho 32 anos, moro com a minha mãe e meu irmão; Sou bacharel em direito pela Unifor, estou desempregado no momento, porém estou prestando concursos públicos.

Em 2006 ganhei um aparelho Xbox 360 desbloqueado. Acho que fui a primeira pessoa aqui em Fortaleza a ter esse video game. Porra, velho, gráficos de outro mundo, qualidade de DVD e som digital. Quando acordava a primeira coisa que fazia era ligar o console e bater um Halo, depois almoçava, fazia a siesta e jogava outros jogos, depois era Chaves no SBT, Nas Garras da Patrulha, sessão da tarde, as novelas da globo, jantar, João Inácio Show, aí eu ficava um pouquinho na internet e ia dormir pra começar toda diversão de novo no outro dia. Minha rotina era basicamente essa, salvo quando tinha um jogo do Itapajé na televisão ou quando iámos pra Caucaia.

Um belo dia de abril do ano corrente (2009), minha mãe foi me acordar, lá pelas 10:30. Tomei meu leite com toddy, daí tomei um banho, troquei de roupa e fui pro centro, comprar o jogo Resident Evil 5 no camelódromo. Minha mesada tava no final já, mas cara, esse jogo valia a pena! Fui lá, tudo certo, cheguei em casa pra jogar meu residentão e pasmem: Ao invés de acender a luzinha verde de costume, apareceram três luzes vermelhas e a tela travou. Chapa, desliguei tudo da tomada, liguei de novo, mesma coisa. Virei o vídeo game de cabeça pra baixo, nada. Pensei até em desparafusar e abrir, mas achei melhor não. Confesso que no momento do desespero chorei.

Minha mãe foi no quarto para ver do que se tratava e contei pra ela. Ela me acalmou e falou pra eu levar o aparelho na eletrônica, aqui pertinho do condomínio. No mesmo cara que arrumou o vídeo k-7 daqui de casa. O dono da loja, Amílcar, é um cara de confiança.

Levei lá, pra fazer o orçamento e no outro dia ele me ligou, falando pra eu buscar. Fiquei muito feliz, pensei que tivesse tudo resolvido. Chegando lá Amílcar disse que tava tudo certinho lá dentro, ele tinha trocado o fusível, checou a placa e essas coisas de informática eletro-eletrônicas-digitais. Disse que o problema persistia.

Fiquei indignado. Disse: “Se tá tudo certo, como não funciona !?”. Ele não soube me responder, disse que não era especialista no aparelho.

Voltei pra casa soltando fumaça pelas ventas. Falei pra minha mãe tudo, ela, uma mulher muito sábia, disse: “Edu, se não tem nada errado, só pode ser problema da ordem espiritual. Lembra da nossa Televisão CCE?”

Mainha teve uma televisão CCE e que quando quebrou ninguém dava jeito, e um dia ela levou no pastor Cleiçon e ele deu um jeito nela. Um pessoal de umbanda viu a televisão e colocou ‘olho-gordo’ nela, a televisão ficou carregada com entidades, e, segundo o pastor, afetou os transistors e que eletrodomésticos também sofriam das mesmas maleitas espirituais que as pessoas, pois Deus estava em todos os lugares, mas infelizmente o demônio também.

Eu nunca fui muito apegado em religião, mais por falta de tempo. Mesmo assim ia em alguns cultos, pastor Cleiçon era amigo da família. Telefonei pra ele e me disse que eu podia levar o xbox em sua residência. Quando cheguei lá e tirei o vídeo game da caixa, Cleiçon estremeceu. Me falou que tava sentindo uma energia muito negativa, e que era do umbanda aquilo. Foram duas horas de oração ali, muito firme pra desfazer o trabalho.Depois de terminado, agradeci o pastor e o paguei pelo serviço, fui pra casa com bastante expectativa.

Com fé em Cristo, liguei tudo certinho na tomada e na televisão, coloquei o jogo. Nem preciso dizer, né ? Funcionou perfeitamente. Até hoje está tudo certo.Isso serviu pra me mostrar a importância de ter Cristo na vida, sempre que posso dou um tempinho e vou à Igreja, às 18 horas (é hora da novela da seis, é péssima!).

Agora aumentei minha frequencia nos cultos, e levo minha vida em Cristo. Mas sei que a culpa pela carga espiritual do xbox não foi minha. No Ceará há bastantes pessoas com dificuldades financeiras e o Xbox 360 custa 1.700 reais. Não é qualquer um que consegue comprar, são poucos. Como sou um dos poucos aqui no Ceará que possuem o vídeo game, e meu estilo de vida é invejado por muitos, acho que alguém que veio aqui ficou com muita inveja e acabou passando pro console. Claro que nada disso teria acontecido se eu fosse apegado à Deus como sou hoje.

Um abraço a todos.

Eduardo Araújo

O metaleiro arrependido

postado em: Testemunhos de Fé
28/11

Oi, meu nome é Geison, sou de família evangélica, morámos no interior do estado. Aqui temos pouco pra fazer fora trabalhar; por causa deste tédio e marasmo acabei sendo seduzido por uma perigosa galera, os metaleiros da cidade.

Pra ser aceito no grupo é fácil, mas é um caminho sem volta. Poucos conseguem sair.

black sabbath

O Início

Os metaleiros sempre andam de preto, com as camisetas das bandas que veneram, como Iron Maiden, Mayhem, Pantera, Metallica, Mega Deth, etc. Usam calças jeans rasgadas, cabelos compridos, unhas grandes e pintadas de preto, colares com avatares e símbolos pagãos e toténs indígenas. Fora o vestuário ainda há a ‘atitude metal’: Cuspir no chão, maltratar e desrespeitar os mais velhos, fazer uso de entorpecentes, vandalizar, pichar, agredir homossexuais, rituais umbandas, dentre vários absurdos.

acdcConheci o Chico Tuíta na xerosque onde eu trabalhava. Ele sempre andava com uma camiseta escrito ‘AC/DC’, que quer dizer Anti-Christ / Devil’s Child (Anti-Cristo / Filho do Diabo), banda australiana de adoradores do diabo.Chico se aproximou aos poucos, com aquela conversa fiada; um dia perguntou que tipo de música eu gostava. Respondi: “Gospel”. Ele gargalhou, disse que ia trazer ‘música de verdade’ pra eu ouvir.

Foi o começo da minha perdição. O metal traz um ritmo hipnotizante, com guitarras distorcidas, percurssão umbandística e cabalística, feita para entrar na cabeça dos incautos jovens. Ouvi o CD de Chico apenas uma vez e já foi o bastante para a minha lavagem cerebral.

No fundo do poço

Fiquei totalmente mudado desde então, passei a me encontrar com a turma todos os dias, estava me distanciando cada vez mais de Deus. O ponto de encontro preferido da turma era no cemitério municipal, onde era feito um consumo pesado de drogas e álcool.

No cemitério eles jogavam o famigerado RPG, jogo de encenação de personagens demoníacos, bebiam e fumavam maconha e além disso criticavam os evangélicos nos ‘papos’. Na época eu estava com raiva de minha família, me sentindo revoltado, mas era por falta de Cristo no coração. Numa dessas conversas, Maiquel, o negro, deu uma idéia de jogar furadan (Veneno Mata-Rato) na caixa d’água da igreja. Todos riram e concordaram com a idéia. Nesta hora, Deus tocou meu coração. Ainda mais sabendo que toda minha família freqüentava a tal igreja.

Me levantei e falei que se jogassem alguma coisa na caixa-d’água eu denunciaria pessoalmente à força policial, e que além disso faria um alerta ao pastor Catarino, que presidia os cultos.

Quando falei isso todos se voltaram contra mim, com os olhos vermelhos em braza. Notei então que estavam possessos por entidades de umbanda, como ‘Tranca-Rua’, ‘Pomba-Gira Cigana’, ‘Exu-Caveira’, ‘Chico-Xavier’ e ‘Zé Pelintra’. Onde eu havia me metido, Jesus ?

De volta aos braços de Cristo

Me cercaram e tentaram me linchar e certamente teriam me estuprado também, mas com a graça do Nosso Senhor, consegui fugir e pular o muro. Refleti, orei e chorei muito aquela noite. Não sabia se merecia o perdão. No dia seguinte, cedo, nem fui à Xerosque, fui direto à Igreja e tive uma conversa de horas com pastor Catarino, que me instruiu no caminho do Senhor e me fez aceitar Cristo novamente.

Hoje ainda vejo a famigerada turma metaleira, ainda perdidos e iludidos por aquele ritmo hipnótico e as letras satânicas com mensagens subliminares. Não é fácil sair daí, a minha recuperação foi longa e cheia de dificuldades, mas venci em Cristo, e hoje sou um respeitado obreiro, além de trabalhar como aprendiz de auxiliar de pedreiro. E futuramente, pretendo me tornar engenheiro civil ou até pastor.

Geison

A juventude está perdida

postado em: Testemunhos de Fé
03/07

Tenho 50 anos, morei a vida inteira na roça. Uma vida de poucas oportunidades, muito trabalho; só estudei porque tive garra. Só fui ver televisão a primeira vez com 14 anos na casa de um vizinho.

Graças a Deus consegui dar uma vida bem melhor que a que eu tive pros meus dois filhos. Pois bem, ocorre que ontem foi aniversário de meu único neto, de 6 anos. Meu filho me telefonou e disse que ele queria um aparelho de vídeo gueime, playstatio 3. Perguntou se eu tinha possibilidades de comprar. Respondi que sim. Ele me falou o nome do aparelho e anotei num papel. Fui dar uma volta no camelódromo e se calhasse já compraria, achei o bendito (ou maldito?) lá por R$ 45,00 reais.

Ontem na festa, na hora de entregar o presente, falei pro meu neto que o que ele queria tava lá. Ele ficou elétrico, queria abrir na hora, mas falei pra ele esperar o “parabéns pra você”. Foi a maior comoção, porém quando ele abriu o embrulho já mudou a cara e fez choro. Me chamou de um nome que eu não ousaria chamar nem meu pior inimigo. Isso me causou o maior constrangimento no meio daquela parentada toda. Lembrei nesta hora das palavras do pastor, que o diabo incorpora nas pessoas e age através delas. Era isso! Meu neto estava possesso. Dei exatamente o que ele queria, estava tudo perfeito e ele armou um escândalo, chorava e se retorcia.

Não sei qual é a utilidade dessa porcaria a não ser enfeiticar as nossas crianças, atrapalhá-las nos estudos. A educação e os bons costumes ficaram de lado. Se fosse filho meu ia levar uns tapas.

Fiquei muito triste com tudo isso, até peguei o aparelho de volta. Disse que ele não merecia. Agora não sei se dôo pra alguma creche ou se toco fogo.

Maldito playstatio 3!

funstation