Sacrifício Caprino

postado em: Testemunhos de Fé
25/09

Pastores, meu nome é Geferçon Augusto Brito, sou natural de Campo Formoso, Bahia. Durante minha infância, devido à labuta da roça, não tive oportunidade de estudar. Arava a terra de manhã, plantava as sementes à tarde e regava de noite. Era uma vida sofrida, minhas mãos eram repletas de calos e minha pele enrugada pelo rigor do sol. Às vezes, quando haviam festas, vestia-me com a roupa da missa e saía à caça de uma boa parideira para me satisfazer, mas devido minha feição rude, nunca conseguia nada, acabando sempre me aliviando com a Juju, cabritinha leiteira da roça do meu tio Gumercindo. Aos 28 fui morar em Feira de Santana com uns primos. Eles cursavam história na UEFS. Feira de Santana é conhecida nacionalmente pela pouca honestidade do seu povo, sendo considerada a capital nacional da pirataria. Lá, você encomenda peças usadas, ou seja, os próprios comerciantes roubam os carros para fazer desmanche.

Durante o dia, ficava assistindo TV globinho e sessão da tarde enquanto meus primos estudavam. Nos finais de semana, nas repúblicas vizinhas, me saciava com as orgias praticadas pelos estudantes, sempre muito embriagados e emaconhados (prática comum dos historiadores). Aos poucos fui me desligando de Cristo, apesar de ser de família católica, eu sempre resguardei honra e dignidade. Durante essas orgias, eu me aproveitava das estudantes inconscientes e praticava sexo com elas. Eu até tentava seduzir algumas moçoilas, mas minha feiúra era primaz nas relações, então, sempre namorava as desmaiadas.

Apesar da satisfação carnal, eu sentia que algo me faltava. Não era dinheiro nem luxo, afinal, sempre fui humilde. Com essa angústia, passei a freqüentar as noites dos bairros e, com questão de tempo, estava eu envolvido com a escória da sociedade. Eram viciados em narcóticos, prostitutas, espíritas e até membros da maçonaria. Aos poucos comecei a freqüentar esses ambientes sórdidos. Seções de espiritismo, missas católicas noturnas e rituais maçons. O estopim da minha crise existencial foi a cena de um cordeiro sendo sacrificado para alimentar o exu-maçon. Na hora em que a faca rangeu no pescoço daquele pobre cordeiro, subitamente me lembrei de Juju e de tudo que passamos juntos. Lágrimas correram-me nas faces e um sentimento de raiva tomou meu corpo. Fui como um louco para cima do Grão-mestre, que jogou a cabrita e deflagrou um golpe no meu abdomen. Era uma faca Tramontina de aço inoxidável, com fio muito cortante. Devido à sua precisão ninja, com um só corte meus intestinos saltaram para fora do meu corpo. Fiquei insanamente eqüitativo, parti pra cima dele e num só salto, finquei a faca no seu músculo esternocleidomastóideo, derrubei um dos castiçais e agarrei a pobre cabritinha nos meus braços. Com uma mão segurava a ex-oferenda e com a outra meus intestinos. Saltei o muro principal num só impulso, inspirado na medalhista olímpica Maurren Maggi. Quando pousei do outro lado, devido aos ferimentos, acabei por desmaiar.

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Depois de três dias em coma profundo, fui acordado por uma luz intensa que se assemelhava ao sol. Eu mal podia enxergar devido à sua exuberância. Poucos segundos depois, percebi que se tratava do Pastor Roberval Santana, que fazia sua visita semanal aos leitos das UTI’s, salvando pacientes terminais, como eu mesmo. Depois daquela visita, me recuperei das cirurgias (mal sucedidas) em algumas horas.Hoje sou um afamado obreiro da Igreja Internacional.

Ex-Álcoolatra hoje Obreiro

postado em: Testemunhos de Fé
24/09

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Meu nome é Clediovaldo, 30 anos. Sou ex-álcoolatra. Quero deixar registrado meu testemunho de fé neste blog que tanto nos esclarece e ilumina.

Tudo começou no meu antigo emprego, eu fazia entregas de mercadorias em outras cidades. Era ajudante do choffer de caminhão. Minha vida era viajar. Esta época foi boa, pois conheci todo o bem estruturado estado do Maranhão à bordo de um veloz Mercedes 608.

O porém é que eu não me sentia à vontade para ir ao banheiro durantes as viagens, sempre me acostumei à fazer as necessidades em casa. Comecei a sofrer certo desconforto com a prisão de ventre. O motorista do caminhão, Josivaldo, me aconselhou tomar um charope de cerveja chamado Schincariol. Era um laxativo natural.

Essa bebida era vendida num estabelecimento denominado BAR, onde se vende também um líquido entorpecente conhecido como álcool, e popularmente como 'cachaça'.

Eu, inocente e leigo no assunto, passei a consumir regularmente esta cerveja, sem saber que ela também continha álcool, num nível menor que as outras bebidas. 4,5% de teor alcóolico.

A schincariol é um laxativo muito eficiente, passei a depender dela em todas as viagens que fazia. Além disso, eu tinha predileção por ela estupidamente gelada, na temperatura de -5º Celsius, pra mim o ideal. Logo comecei a me viciar. Passei a consumir mais de uma garrafa e também quando não estava em viagem.

Certo dia, no bar do Divino Perereca, tomei dez daquelas garrafas. Além disso ainda comi um espetinho de coração, duas salsichas em conserva, sete espetos de flango com bacon, um prato com azeitonas, queijo e rodelas de salame milimetricamente cortados com grande precisão. Entrei numa espécie de transe e fiquei num estado de mente alterado, cheguei em casa transtornado quebrando tudo, derrubando estante, televisão (CCE), agredindo minha esposa e filha com uma sandália havaiana e meu cinto de couro curtido.

No dia seguinte acordei com uma dor latejante na cabeça sem me recordar de nada que fizera. Minha esposa foi embora deixando uma carta de despedida. Fiquei muito triste e para afogar minha tristeza somente muitas rodadas de Nova Schin e tira-gosto.

Passei a ser um álcoolatra inveterado. Nas festinhas de família eu sempre ficava bêbado e dava vexame, dançava em cima das mesas, vomitava e passava a mão na bunda das minhas cunhadas e tias.

Em pouco tempo fui ao fundo do poço, a Nova Schin já não era suficiente pra mim. Passei por todo rol da Ambeve: Antárctica, Skol, Sol, Kaiser, Brahma, Glacial e até mesmo a Itaipava (a pior delas). Cheguei inclusive à misturar as marcas para um efeito mais potente.

Numa de minhas bebedeiras no bar do Divino Perereca me ofereceram uma dose de destilado. Pela primeira vez provei a cachaça produzida em Pirassununga, a famosa 51. Não é à toa que ela é conhecida como 'marvada', 'diaba', 'cachorra', etc. Depois da primeira dose não me recordo de absolutamente mais nada.

Acordei na sarjeta, sem minha carteira, sem a chave de casa e sem minhas calças. Levantei e senti grande dor na região lombar anti-frontal. Pelo local da dor provavelmente fui violado. Estava todo sujo e cheio de arranhões.

Sem um tostão no bolso vaguei à esmo. Tudo que eu queria era tomar outra dose. Um pouco afrente senti o aroma característico de álcool no ar, fiquei deveras atiçado. Um posto de gasolina, logo à frente, e um senhor abastecendo seu carro, um chevette verde-escuro. Me adiante, tomei a bomba do frentista e comecei a mamar o combustível. Em poucos segundos saí de mim e desmaiei.

Ao acordar com uma ressaca nunca dantes vista, por um instinto me apalpei para verificar se não tinham me violado novamente. Pra minha surpresa eu estava vestido com um pijama com cheiro de amaciante Ypê, numa cama macia e com uma garrafa d'água ao meu lado.

Tomei a água e a porta se abriu. Era um homem com um sorriso cativante, óculos de leitura com um rosto que transmitia sabedoria e emanava luz. Silas o seu nome.

Ele me deu bom dia e me disse que eu estava possuído por uma entidade do umbanda chamada Raul Seixas, que me compelia à consumir álcool desenfreadamente. Felizmente eu já estava livre, após isso fui doutrinado no evangelho e Silas me encheu com palavras belas e sublimes. Graças à sua ajuda hoje me reconciliei com minha família, sanei o problema da prisão de ventre e sou um respeitado obreiro na Igreja Internacional.

Zinedine Zidane e a Copa 1998

postado em: Testemunhos de Fé
23/09

Pastor Roberval, meu nome é Julian das Neves, sou natural de Salvador. Esse é o meu relato de fé, espero que o Senhor leia-o e divulgue, para que assim, ao ler, as pessoas não tomem o caminho errado, como eu fiz.

Tudo começou no ano de 1998. Durante a final da copa do mundo de futebol, meu cunhado, Sirlei, adquiriu uma TV CCE 29 polegadas com controle remoto, som estéreo, closed capition, função DSC e sleep. A novidade foi tão bem recebida, que toda a vizinhança vinha conhecer aquela obra de arte da eletrônica pós-moderna.

Toda a família se reunia durante as partidas. No exato dia da final, organizamos um churrasco grandioso. Fomos ao açougue do Julhão, compramos 2 kg de alcatra, 2 de picanha, 3 de fraldinha, 5 de coxão duro e 5 de calabresa sadia pré-cozida. Partimos em direção ao Boteco do Seu Borba, no qual compramos 1 caixa de Antártica Pilsen, 2 litros de Pitú e 1 carote de leite de onça.

Pronto, nossa festinha estava armada. Chegamos em casa e começamos o churrasco, embalados ao som de Zeca Pagodinho e Leci Brandão. Começado o jogo, eu já empanzinado com tanta carne e cerveja, a cada lance do Rivaldo eu ia à loucura, até que a França marcou o primeiro. No exato momento senti uma agulhada na altura do pâncreas, mas como já estava embriagado relevei.

E lá veio o segundo gol, e sua conseqüente pontada. No terceiro, desmaiei. Eu vomitava sangue e expelia um grosso pus alaranjado pelo ânus. Apesar da eminente embriaguês familiar, fui levado ao Hospital Geral do Estado no Volkswagen TL 1.600 com carburação dupla e cilindros em linha (boxter), rumamos à toda velocidade, forçando seu potente motor quatro tempos de 65 cavalos e exigindo ao máximo o câmbio manual de 4 marchas.

Saímos à toda velocidade e, quando alcançamos a avenida paralela, seu painel retrô indicava 140km/h. Pouco menos de cinco minutos e já estávamos na entrada do pronto socorro. Depois de toda aquela descarga de adrenalina, recobrei a consciência e já estava me recuperando do baque. A terapêutica denunciou a presença de cancro, infecção generalizada, câncer de próstata e Hepatite C.

Deram-me seis meses de vida. Entrei em depressão e tentei suicídio 3 vezes. Na quarta tentativa, me joguei na avenida mais movimentada de Salvador. Só esperava que um caminhão me fizesse de lombada e ceifasse de vez meu sofrimento.

Foi ai que uma pick-up freou a tempo de não me matar. Era uma Cherokee LX5 5.9 V8 Limited com teto Solar, ano 1998/1999 à Diesel.Era o pastor Roberval, que acabara de sair de uma partida de tênis na Costa do Sauípe. Ele me deu carona até a sede principal da IGREJA INTERNACIONAL, no bairro de Cajazeiras. Depois de muita oração e seguidos batismos na piscina sagrada, fui curado de todas as patologias. Lá fui alimentado de corpo e alma, casei-me com uma varoa evangélica de 16 anos, depois do sorteio de casais. Hoje sou um empenhado obreiro, cuja missão é evangelizar a todos os transeuntes, sendo especializado em converter pessoas com baixa auto-estima.

Fui Católico mas encontrei Jesus

postado em: Testemunhos de Fé
23/09

Me criei em lar católico, frequentei catequese e fui até coroinha. Vivia em meio à esta rivalidade de católicos contra evangélicos.

Meu pai, católico fervoroso e álcoolatra inveterado, depois de encher os cornos de Schincariol sempre falava sandices, com numa vez, numa me esqueço, me disse: "Meu filho, evangélico trocado por bosta é prejuízo pro dono do cu."

Cresci sentindo um ódio por evangélicos, mesmo sem ter o menor motivo.Na escola, como em todo centro de ensino, existem três grupos bem definidos, os de católicos, evangélicos e os homossexuais (jogadores de vídeo game, otakus, rpgzistas, etc). Havia uma disputa entre os dois grupos religiosos, sempre rolava uma lutinha nos intervalos de aula. Mas também as disputas saudáveis, como quem tirava melhores notas.

Um dia, apresentando um trabalho na frente, citei uma passagem de Eclesiastes. Um jovem crente ponderou dizendo que aquele livro não era inspirado por Deus. Fiquei envolto em fúria e nos engajamos numa calorosa briga ali mesmo na sala, que me rendeu uma suspensão de três dias.

Ao chegar em casa e contar isso pro meu pai ele se encheu de júbilo. Muito orgulhoso abriu uma shincariol e tomei meu primeiro copo de cerveja. Na época eu tinha 12 anos.

Apesar de irmos à Igreja todos os domingos, não tínhamos Cristo em nosso lar. Jesus não habitava ali. Meu pai sempre chegava bêbado em casa e brigava com minha mãe. Domingo depois da missa meu pai fazia um churrasco regado à bebidas alcóolicas, carne vermelha, azeitonas, vinagrete, salame,e sobretudo a Schincariol fora da temperatura ideal, que são os cinco graus negativos. Ele e seus amigos católicos e ficavam embriagando-se ao som de Jorge Aragão, Zeca Pagodinho e Grupo Revelação, enquanto gargalhavam falando do Vasco e criticando o Eurico Miranda e Roberto Dinamite.

Eu ia nos encontros de jovens da Igreja Católica, que na verdade, era só pretexto pra uma orgia regada à muito vinho e hóstias. A catequese era uma verdadeira palhaçada, distorciam totalmente os ensinamentos de Cristo e a liturgia também era piada. Comer o corpo de Cristo? Beber seu sangue? Isso é canibalismo!

Bem, apesar de ser católico eu sempre lia a bíblia e rezava muito, acho que foi por isso que o Espírito Santo me fez uma revelação através de um sonho:

Sonhei que o papa Bento XVI se levantou de seu trono banhado à ouro no vaticano, levantou-se abruptamente e ordenou numa encíclica papal a nova cruzada, para queimar os protestantes novamente: Ignitus Evangelicum

A cidade foi invadida por católicos com flâmulas brancas com cruzes vermelhas estampadas, na praça da matriz, em frente à Igreja erguiam as cruzes para pregar os evangélicos,e enforcá-los e queimá-los como faziam na primeira Santa Inquisição.

Eu, na minha Monark barra-circular com raio cromado, andava calmamente e me deparei com aquela horda de católicos enlouquecidos. Fui até lá e questionei do que se tratava aquilo. O padre disse que estavam acabando com o protestantismo para reerguer a verdadeira fé católica. Fiquei abismado e disse que isso era contra os ensinamentos de Jesus. Ao ouvir aquilo o padre ficou furioso e gritou: "EVANGÉLICO DE MERDA!".

- Eu sou católico, padre. - Respondi com muito temor.

- Então cadê sua bíblia?

Enfiei a mão no bolso e retirei o novo testamento compacto, aquele cinza dos gideões. Me assustei, o que aquela bíblia evangélica fazia no meu bolso? A falange católica ficou enlouquecida, dei meia volta com minha monark e deu-se uma perseguição. Eles correndo e eu de bicicleta.

Pedalava freneticamente em zigue-zague para me desviar das flechas lançadas com arcos cristaos, e tentava despistar os cavaleiros cruzados montados em seu cavalos appaloosa.

Avistei ao longe minha casa, joguei a bicicleta no chão e segui à pé. Pulei o muro sem usar as mãos e alertei meus pais para trancarem as portas.

Os católicos enlouquecidos, pareciam zumbis, estavam todos controlados pela encíclica papal, como os zumbis do filme 'A noite dos mortos vivos', de George A. Romero..

catolicos

Começamos a fazer barricada, tapar as janelas com madeira, martelando freneticamente enquanto as mãos católicas tentavam nos alcançar pelas frestas.

Meu pai gritava inutilmente: "Somos católicos! Somos católicos!"

Peguei a espingarda 22 flombeaur e disparava tiros tentando conter o avanço da multidão.

O padre tirou de baixo de seu vestido preto uma garrafa de Vodka Orloff cheia de gasolina e preparou um cocktail molotov, em seguida o atirou no telhado de nossa humilde residência que ardeu em chamas.

Acordei molhado de suor. Refleti e refleti, fiquei muito confuso e dividido. Resolvi procurar algum evangélico para ter uma segunda opinião.

Voltando do colégio no dia seguinte passei em frente à Igreja Pentecostal do Coração Sagrado de Cristo, lá procurei o pastor responsável e lhe confidenciei meu sonho para que ele o interpretasse.

Pastor Mirosmar ficou estarrecido ao ouvir aquilo, pois ele possuia documentos secretos comprovando que a Igreja Católica realmente pretende fazer uma segunda-cruzada e do arsenal bélico nuclear que estava guardado na basílica de São Pedro. A primeira cruzada foi contra os muçulmanos, mataram muita gente e agora os próximos da lista eram os pacíficos protestantes. Ele me revelou que eu possuo o dom divino da clarividência e por isso eu tive esse sonho. Depois disso ele me encheu de plavras belas e sublimes e acabei me convertendo ao protestantismo. Para o desgosto de meus pais.

Meu pai só aceitou Cristo verdadeiramente quando foi acometido por uma infecção intestinal que quase lhe levou ao óbito. Ele sofria de desinteria, que o atingia fortemente, sobretudo às segundas-feiras. Depois que se converteu a maleita cessou milagrosamente, e nunca mais ele bebeu a cerveja Schincariol e nem ouviu mais samba de gafieira.

Quero que meu testemunho fique aqui registrado para alertar todos os católicos, que apesar de serem tementes à um Deus comum, ainda assim acabam servindo o demônio por causa dos líderes gananciosos que manipulam este império já decadente. Suba nos ombros do gigante Jesus para enxergar mais longe e pisar na cabeça da Serpente.

Obrigado por ler.

Patroa Macumbeira

postado em: Testemunhos de Fé
23/09

Meu nome é Madeinusa, sou diarista, trabalho há 15 anos no ramo.

Meu serviço me abre muitas portas, conheço vários tipos de pessoas, patroas ótimas, mas, infelizmente, às vezes sou obrigada a trabalhar para gente da pior estirpe, gente que não tem Cristo no coração, tarados, e até mesmo espíritas.

Ano passado fui contratada por uma senhorita emergente. Sua casa era muito bem estruturada, no bairro morumbi. Era um apartamento de 340m², oito quartos, 3 televisões, 4 freezers, 12 aparelhos de ar condicionado.

A dona, uma pessoa muito vistosa e simpática, solteira, morando numa casa daquelas. Devia ser muito rica, meu primeiro pensamento foi de que ela era evangélica como eu, pra ser tão bem sucedida.

Seu nome era Renata, 90 de busto, 100cm de quadril, 55 quilos, cabelos ruivo. Na nossa primeira conversa ela disse que achou meu nome peculiar. - Peculiar? Perguntei. Meu pai viu esse nome escrito atrás no nosso primeiro aparelho televisor, na época ainda em preto e branco, da marca Phillips. Ao ouvir isso ela riu-se. Fiquei muito nervosa mas relevei, afinal de contas não queria encrenca no primeiro dia.

Apesar disso, depois dessa má primeira impressão me concentrei apenas no trabalho. Ia lá 3 vezes por semana dar uma faxina, ariar as panelas, lavar as roupas, passar, encerar o chão e lustrar a prataria.

Tudo corria bem nas primeiras semanas, até que passei a notar coisas estranhas acontecendo. Estava eu, com meu amigo de longa data, o esfregão, limpando o piso de madeira pau brasil, de uma coloração escarlate intensa e notei, em cima do criado mudo um tóten do umbanda. Cristo Pai! Seria a dona da casa uma espírita? Ou pior, membro da maçonaria?

Depois que vi aquilo, trabalhar lá se tornou um martírio, medo a todo instante e muita insegurança. Eu andava pelos longos corredores com o coração apertado. Uma energia tenebrosa emanava daquele apê. Cada dia eu achava mais pistas de sua religião: Uma camiseta estampada com o nome de um centro espírita: "Casa de Umbanda Vovó Maria Conga",pa nfletos com imagens de Iemanjá e outros demônios e finalmente, limpando sua estante encontrei a prova definitiva: Um disco LP do Cid Guerreiro.

Pra quem não sabe, Cid Guerreiro é um cantor baiano, de Salvador, fez sua carreira consagrada pelo Diabo, cantava odes à pomba-gira cigana e invocava entidades através de seu canto e da batida frenética da zabumba e percurssão muito bem esquematizada.

cid guerreiroInclusive ele compôs várias músicas da nefasta Xuxa, como Tindolelê, Ilariê, etc. É de conhecimento público o envolvimento de Cid e Xuxa com o pai de santo Enrico das Almas, um dos mais conceituados na década de 80. Foi graças ao trabalho dele que os dois alçaram grande sucesso na televisão. Inclusive o nome Xuxa é a contração de EXUXA, uma temida entidade do espiritismo afro soteropolitano. Todas as músicas com inspiração no candomblé e com mensagens subliminares para levar as crianças ao mundo da macumbaria.

Depois desta revelação fiquei decidida a pedir conta e ir embora daquela casa, o único porém é que a grana que eu ganhava lá era boa. Apesar de adorar o Tranca-Rua ela fazia trabalhos assistenciais para ajudar um orfanato, e angariava donativos, remédios, roupas e etc para as crianças. Mas no fundo eu sabia que aquilo tinha uma motivação oculta: as crianças seriam usadas em rituais espirituais posteriormente.

Minha filha, na época, passava por uns por problemas de saúde, tinha asma, bronquite, alergia, rinite aguda, gastava muito com os remédios e Tonhão, meu marido estava ganhando pouco com o moto-taxi.

Tive que me sujeitar à trabalhar para Renata, mesmo sabendo que sua opçao religiosa era oposta à minha. Eu adorava a Deus e ela ao Diabo.

Tracei um plano, fiquei decidida a salvar a alma de minha patroa. Apesar do umbanda ela me tratava muito bem e me pagava até décimo terceiro, pis, paseg, gefip, dpvat, fgts, inss, etc.

Ela me ajudava, pagou várias consultas e remédios para minha filha na rede particular. Eu havia jogado o cartão da UNIMED fora, como instruiu nosso pastor Abimael. Ela mostrava muito afeto pela menina. Pensam que eu não sei? No mínimo ela seria usada como oferenda de natal em algum ritual realizado à luz da lua, com pessoas nuas dançando em círculos, banhadas em sangue humano. E nós, que conhecemos as palavras de Jesus, sabemos que eles precisam de crianças puras, virgens e inocentes. Portanto, que oferenda seria melhor do que a minha filha, que desde que nasceu está sob a luz de Jesus? Ela é muito mais pura do que outra criança que não tenha sido batizada na piscina sagrada. Isso despertava minha desconfiança quanto suas "boas intenções". Não obstante disso, no natal presentou-a com uma boneca Barbie, que eu fiz questão de jogar fora no fogo, pois já tinha conhecimento da arte vodu.

Passe então a lhe convidar praticamente todos os dias para ir ao meu culto, falava pra elas sobre as obras realizadas pelos pastores, e dos males do espiritismo. Quando eu começava a falar sobre a bíblia ela já se irritava dizendo: "Madeinusa, não me torra a paciência!" Essa irritação não era normal. Com absoluta certeza era ação de algum obsessor espiritual, dos mais tenebrosos.

Tentei vários approachs, mas nada funcionava. Até falei que ela, por não ser evangélica, não tinha filhos nem marido, porque para alcançar essa graça só com muito apego de Deus. Descontente com minha insistência, e nervosa por eu ter jogado fora umas taças de champagne ritualiísticas, ela acabou por me despedir. Ainda assim, pelo menos teve a decência de me pagar todos os direitos, instituídos pelo Getúlio Vargas, em 1945.

No último dia de trabalho lhe roguei uma praga cristã. Lhe disse em alto bom tom: "Patroa, você é uma pessoa muito boa. Deixe essa vida ou você amargurará a eternidade sua derrota!"Quando falei aquilo vi o temor em seus olhos, pois ela temia o poder Divino. Fui embora de alma lavada.

Passei por alguns maus bocados depois que saí. O seguro desemprego logo acabou, nos meus primeiros 6 meses de descanso, tive que entrar com uma ação trabalhista contra a Renata, pois meu marido Tonhão disse que eu não devia ter aturado aqueles maus-tratos.Roguei à Jesus para que o juíz Olavo Botelho, que graças à Deus também é evangélico, dar o veredicto e conseguir um o que era meu por direito. Consegui uma boa quantia, que me possibilitou ter uma vida bem melhor. Já Renata se atolou em dívidas de jogo, drogas (Xenical , Anfetaminas, Herbalife, Dietshake) perdeu o apartamento, teve seu carro leiloado, seu orfanato foi fechado e ela engordou uns 20 kgs.

Hoje vivo numa casa bem maior, tenho um carro Gol Geração 5, uma moto honda CG FAN 125 cc, troquei o giclê para rodar no álcool.

Mas vejam, irmãos, como a situação se inverteu: Estes dias bate à minha porta ela, minha ex-patroa. Oferecendo seus serviços. Hoje ganha a vida como manicure e pedicure. Todo mês a ajudo como forma de retribuição, mas ainda não consegui convertê-la, mas com perseverança ainda tenho fé em salvá-la.

Que meu relato sirva de lição para todos os irmãos que cairam no espiritismo. Ainda há salvação.

Madeinusa Blequendequer Silva